Cultura não possui partido, diz ministro
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quarta-feira, 25 de maio de 2016
Gustavo Uribe<br>Folhapress 
Brasília - Em uma reação aos protestos da classe artística contra Michel Temer, o ministro da Cultura, Marcelo Calero, ressaltou em cerimônia de posse que a sua gestão nunca estará "a serviço de um projeto de poder" e que a área da cultura não tem partido político.
Em discurso no Palácio do Planalto na terça, Calero disse que pretende dialogar com a área e agradeceu o presidente interino por ter devolvido a cultura "à altura de suas ambições", em referência à decisão inicial do peemedebista de acabar com a pasta.
À frente da secretaria municipal de Cultura do Rio, Calero participou de encontro contra o fim do MinC antes de ser convidado para o posto.
O ministro afirmou que aprofundará conquistas da pasta e defendeu a criação de marcos tributários e trabalhistas para o setor. "O financiamento público é um instrumento imprescindível. O partido da cultura é o da cultura, não de qualquer outro."
O retorno da pasta também foi citado pelo presidente interino, que disse ter cometido um equívoco ao sugerir a vinculação da Cultura à Educação. Temer ainda disse que, até o fim do ano, quitará em parcelas o débito de R$ 236 milhões da pasta.
Mesmo com o recuo sobre o fim do ministério, parte da classe artística continua a criticar a gestão do peemedebista. Na terça, o movimento Ocupa MinC divulgou nota repudiando artistas que se dispuseram a dialogar com Calero.
Para o movimento, é uma iniciativa "oportunista e corporativista", feita "à revelia da grande mobilização nacional" do setor cultural.


