Cultura italiana é a marca de Bento Gonçalves
Prova de que o centro das atenções também em Bento Gonçalves é o vinho, uma Pipa Pórtico dá as boas-vindas aos turistas na entrada da cidade. Até a Igreja de São Bento tem formato de pipa por lá. A bebida é parte do dia-a-dia dos habitantes, que nunca dispensam uma boa taça nas refeições (reserve uma no Canta Maria, armazém e restaurante típico italiano).
Por falar em hábitos, o Museu Histórico Casa do Imigrante, aberto em 1975 em virtude do Centenário da Imigração Italiana, e restaurado e reestruturado este ano, vale uma olhada. Nele você descobrirá que, antes de ganhar seu nome definitivo, Bento chamava-se Colônia Dona Isabel. E imaginará como era a vida dos primeiros italianos a povoarem a região. Na Sala do Vinho estão artigos usados na fabricação da bebida. Nas paredes de cada sala há textos explicativos em português e no dialeto vêneto sul-rio-grandense, falado pelos colonos.
Mais cultura italiana, só que ao vivo e em cores, é o que se encontra nos Caminhos de Pedra. Trata-se de um projeto que, saindo de Bento Gonçalves, percorre a Colônia São Pedro e suas casas em estado original, ainda povoadas pelos seus donos. Os moradores abrem suas residências ao público para que seja mostrada a cultura rural vêneta (da região do Vêneto, no norte da Itália) e as influências etruscas no seu cotidiano.
Entre as atrações a serem vistas, moinho, capela, capitel e a Destilaria de Malt Whisky, cuja arquitetura é baseada no castelo italiano de Conegliano. A Casa Vanni, de 1935 abriga a Casa da Farinha, que faz deliciosos biscoitos e massas e, no porão, a Casa do Fio e da Linha, tecelagem artesanal. Tudo o que é produzido pode ser comprado na hora, fresquinho.
Cenário de ''O Quatrilho'', a Cantina Strapazzon, outro ponto dos Caminhos, recebe com degustação de queijos, salames e vinhos coloniais. A casa típica de pedra rendeu a figuração no cinema e, como lembrança, dezenas de fotos na parede dos atores do filme.





