Campo Grande (MS) se transforma na capital da cultura na América Latina. De hoje até o dia 19 de outubro acontece o 1º Encontro Anual da Rede Cultural do Mercosul, evento que pretende discutir os rumos da política cultural latino-americana. Sete países do cone sul estão representados no evento: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Colômbia, Bolívia e Chile. O encontro deve reunir aproximadamente 100 trabalhadores culturais entre atores músicos, diretores, técnicos, escritores, pesquisadores, produtores, administradores, além do público participante.
O 1º Encontro da Rede Cultural é uma realização conjunta do governo do Mato Grosso do Sul e a Àmen (Associação dos Amigos da Educação e Cultura do Norte do Paraná), representante da Rede Cultural do Mercosul. De Londrina, participam Nitis Jacon (Presidente da Rede Cultural do Mercosul); o Secretário de Cultura Bernardo Pellegrini (que apresenta painel sobre a Rede da Cidadania), o Secretário de Fazenda, Paulo Bernardo (fala sobre os blocos comerciais da perspectiva econômica), além de atores dos grupos Proteu, Núcleo I e Sesc Aeroporto.
Dentre as principais propostas apresentadas destacam-se algumas medidas para facilitar a circulação dos artistas na Integração Cultural e o fortalecimento dos corredores geográficos culturais do Cone Sul. Esses corredores devem funcionar como uma espécie de malha cultural, em rotas não-convencionais de produção e intercâmbio das manifestações artísticas. Estão previstos painéis apresentando rotas fluviais, terrestres, aéreas e mistas.
No encontro, serão estabelecidas as possíveis parcerias para efetivar esse intercâmbio. O protocolo de integração cultural do Mercosul existe desde 1995, e depois desse período pipocaram apenas ações isoladas. ''Com a Integração, as culturas regionais serão preservadas e reconhecidas, respeitando a diversidade'', defende Nitis Jacon.
''Os velhos formatos estão se esgotando. As cidades de porte médio possuem equipamentos culturais, mas isso é preciso ser acionado'', avalia Pellegrini, que pretende consolidar Londrina como ''mercocidade''. Nitis defende o encontro físico ''olho no olho'' e ressalta: ''da harmonização entre o econômico e cultural depende a evolução, a preservação e o fortalecimento da diversidade e do pluralismo cultural''. Ela antecipa que Campo Grande pode ser uma extensão do Filo 2002, estreando nova fórmula.
Na abertura do evento, a Orquestra de Câmara do Pantanal se apresenta com Tetê Espíndola e Marcelo Loureiro. Na programação artística, se revezam nas praças e no Teatro Aracy Balabanian os grupos brasileiros Cooperativa de Artistas Teatrais Oigalê, com ''Deus e o Diabo na Terra da Miséria'', Teatro Sim...Por que Não?, com o sensível espetáculo ''Livres e Iguais''; e o Centro Teatral e Etc e Tal com o hilariante ''Fulano e Sicrano''. Se apresentam, entre outros artistas, Lidia Borda, da Argentina, com ''Entre Sueíos''; e o grupo Kikinteatro, da Bolívia, com ''Feroz''.

mockup