Cultura em 'modo' virtual

A pandemia altera profundamente a cena cultural, além de shows e lançamentos virtuais, há adiamentos de espetáculos, feiras e festivais

Celia Musilli  - Grupo Folha
Celia Musilli - Grupo Folha

Um dos setores mais atingidos no mundo com a pandemia foi o do entretenimento, com casas de shows e espetáculos fechadas. Eventos em todo País estão sendo trocados por lives nas redes e muitos foram adiados. Artistas  também aproveitam o isolamento para novas criações, mas alguns reclamam.


Flip 2020 é adiada

Na segunda-feira (23), escritores, editores, donos de livrarias e sebos lamentavam o aumento do preço do envio de livros pelo Correio, tudo ficou mais caro em meio à crise provocada pelo novo coronavírus. Mas adiamentos de feiras e festivais também prejudicam quem vive de literatura e artes em geral.



Este ano, a Festa Literária Internacional de Paraty adiou sua edição para novembro, o evento estava programado para começar em 29 de julho.

"O agravamento da pandemia global do coronavírus e a necessidade de distanciamento social, com duração ainda bastante incerta, levaram a Flip a tomar as medidas cabíveis para preservar a saúde e a segurança de todos", diz a nota da organização.

O festival deste ano, organizado por Fernanda Diamant, já tinha dois convidados internacionais confirmados - Chigozie Obioma, da Nigéria, e Danez Smith, dos Estados Unidos. Não se sabe se eles continuarão na programação.


A Flip 2020 foi criticada ao decidir homenagear a poeta Elizabeth Bishop, primeira estrangeira a ser reverenciada nos 18 anos de festival.

A escolha foi criticada por sua defesa, num primeiro momento, do golpe militar de 1964 e por falas críticas à literatura brasileira. Houve também quem defendesse a escolha por sua afinidade com o Brasil, onde morou por décadas e teve um longo relacionamento com a arquiteta Lota de Macedo Soares. A poeta norte-americana também divulgou internacionalmente poetas brasileiros como Carlos e Manuel Bandeira.


Funkeira trans desabafa: "Vou surtar"

Incomodada por ter que ficar isolada, a funkeira trans carioca Lady Chokey decidiu voltar para casa da família: “Está inviável ficar sozinha, vou surtar.” Ela explica que não aguenta mais a quarentena: "Moro sozinha num flat e já estou surtando. Não posso ir à piscina, nem academia, muito menos sair na rua. Por isso, resolvi voltar para casa da minha família, porque lá ficamos todos juntos e é mais fácil enfrentar esse período que não sabemos quanto tempo vai durar. É hora de união e responsabilidade social, mas preciso manter minha saúde mental em dia"



.
. | iStook
 

 

Isolamento e composição para Kissa

A cantora Kissa está aproveitando o momento para fazer músicas e aprender produção musical.  

“Estou focada em fazer da solidão um campo fértil. Por isso, tento plantar sementes de fé, de criatividade, de inspiração, de amor, porque assim que acabar essa quarentena estou certa de que colherei lindas flores,"  disse no seu Instagram.


Livros grátis


A empresa Amazon disponibilizou e-books para serem baixados gratuitamente em seu site. Entre os títulos de destaque há "Dom Casmurro", de Machado de Assis, "Sejamos Todas Feministas", da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e "Contos de Terror, de Mistério e de Morte", de Edgar Allan Poe.


(Com assessorias de imprensa e agências de notícias)

 

Como você avalia o conteúdo que acabou ler?

Pouco satisfeito
Satisfeito
Muito satisfeito

Continue lendo


Últimas notícias