Milton DóriaMounir Chaowiche, superintendente de negócios da Caixa Econômica Federal, de Londrina: inscrições abertas para patrocínio até 10 de fevereiro






Caixa Econômica Federal
‘‘Com a abertura de mercado, as empresas que vêm para o Brasil vão adotar a prática de investir em cultura, o que vai acabar contaminando o mercado’’, avalia o superintendente de negócios da Caixa Econômica Federal, Mounir Chaowiche. A instituição possui duas linhas de apoio à cultura. Com recursos próprios investiu R$ 20 mil no Festival Internacional de Londrina - Filo. Pela Lei de Incentivo, no ano passado, o investimento chegou a R$ 113.168,00. Os projetos foram os seguintes: Batuque na Caixa; ‘‘Meu Rosário de Saudades’’, livro de Nair Piacentini; ‘‘Vida de Mulheres’’, livro de Islândia de Campos; Coral da Cidade de Londrina; ‘‘Ethos’’, Ballet de Londrina; ‘‘A Visita da Velha Senhora’’, espetáculo da Escola Municipal de Teatro; Temporadas de Dança; Equipagem de Espaço Alternativo para Exposição e Mostra Nacional de Música Popular Brasileira.
Para 2001, Mounir avalia que o investimento mínimo terá o mesmo valor do ano passado. As inscrições estão abertas para patrocínio de projetos culturais até o dia 10 de fevereiro. Interessados devem procurar Silvia França, no escritório de negócios da Caixa, em Londrina.
Interstation


Mário CésarAlan Thomas, diretor da Interstation: ‘‘Associar nosso nome com espetáculos de qualidade é importante’’

 Interstation
A escola de Inglês Interstation usa a Lei para patrocinar espetáculos de música, balé e teatro, como também recursos próprios em menor valor. ‘‘Associar o nosso nome com espetáculos de qualidade é importante. No Ballet de Londrina, estamos interessados em apoiar produções locais com qualidade excepcional’’, afirma Alan Thomas, diretor e professor da Interstation, que procurou o diretor do Ballet, Leonardo Ramos, se oferecendo para patrociná-los em 2.001.
Em cinco anos, os concertos musicais empreendidos pela Vivarte também receberam a chancela de Alan Thomas no patrocínio. Em sua escola deve funcionar esse ano um Centro de Arte, refletindo o interesse pela cultura de forma global. ‘‘Ensinar um idioma não é somente ensinar gramática. Somos educadores e parte de um todo e não somente instrutores de línguas’’, afirma.
‘‘Patrocinar esses espetáculos é a melhor forma de propaganda que existe. Quem não investe está perdendo uma grande oportunidade’’, advoga Alan Thomas. Para 2001, além do Ballet de Londrina e Escola Municipal de Teatro, a Interstation dará subsídio aos espetáculos da atriz Carla Diacov, e está comprometido com a Vivarte.
Luiz Jorge, cabeleireiro


Mário CésarLuiz Jorge: ‘‘É bom para a cidade ser conhecida por um trabalho cultural’’




  Luiz Jorge, cabeleireiro
Acreditando nas propostas da Funcart, desde 1994, o cabeleireiro Luiz Jorge canaliza recursos do IPTU e ISS para essa instituição. Para ele, o investimento no Ballet de Londrina oportuniza um retorno para a cidade. Alguns bailarinos formados pela Escola foram convidados a trabalhar fora. ‘‘É bom para a cidade ser conhecida por um trabalho cultural’’, lembra. Para o empresário, no entanto, poderia haver mais informações sobre esse tipo de investimento no carnê do IPTU.
A falta de conhecimento pelo empresariado do que é produzido na cidade também contribuiu, na concepção de Luiz Jorge, para que os investimentos não sejam superlativos. ‘‘Sei que pelo menos R$ 40 por mês dos meus impostos foram para gente séria, com um trabalho com grande alcance social’’, complementa. A preocupação com a cultura extrapola as doações de impostos e descontos em conta telefônica. Atualmente, Luiz abriga em seu salão uma exposição fotográfica de Celso Pacheco.








Kraw PenasSuelene Correia Gonçalvez, da Transporte Coletivo Glória: ‘‘Se o dinheiro for para a prefeitura, fica pulverizado em muitas áreas’’







Transporte Coletivo Glória
Estar com o nome da empresa ligado a um projeto cultural é estratégico para as empresas que destinam parte dos impostos municipais a projetos da área cultural. Prova disso é o aumento do número de empresas que estão patrocinando eventos na área. Mas mesmo assim, ainda ficam muitos empreendimentos de fora. ‘‘Se o valor vai para a prefeitura, fica pulverizado entre as diversas áreas municipais e provavelmente a Cultura não seria prioridade’’, reconhece a responsável pelo setor financeiro e cultural da Transporte Coletivo Glória, Suelene Correia Gonçalvez.
A empresa de transporte urbano já destinou verba ao curta-metragem ‘‘Aldeia’’, de Geraldo Pioli e atualmente patrocina dois projetos: o curta ‘‘Bento Cego’’, de Paulo Friebe, sobre o poeta e trovador de Antonina, nascido no século 19 e que morreu cantando; e um curso de artesanato com a artesã Erica Cristina da Silva, para moradoras da Cidade Industrial de Curitiba.
Cada um dos projetos recebe cerca de R$ 1.100,00 mensais, que é o valor referente a 20% do IPTU da empresa. ‘‘Estamos sempre atentos à seriedade dos projetos porque, tratando-se de dinheiro público, é importante o nosso nome estar ligado a propostas sociais que valorizem a cultura do Estado’’, afirma Suelene.




José SuassunaSérgio Medina Roman, do Grupo Dom Bosco: empresa investe cerca de R$ 250 mil por ano em projetos culturais




Grupo Dom Bosco
A relação estreita com a filosofia de trabalho da empresa - Educação e Cultura - é o ponto fundamental para um projeto estar ligado ao nome do Grupo Dom Bosco, que entre suas empresas tem o Colégio Dom Bosco. ‘‘Recebemos entre 30 e 40 projetos por ano para serem analisados e selecionamos criteriosamente segundo o que convencionamos de área de interesse, que é música clássica, história da música, dança, aquisição de obras artísticas, produção de CDs, teatro, folclore e literatura’’, afirma Sérgio Medina Roman, gerente contábil do Grupo Dom Bosco, em Curitiba.
Incentivador cultural desde 1994, o Dom Bosco destina o limite máximo permitido pela prefeitura. No total isso significa cerca de R$ 250 mil por ano. ‘‘Entre os projetos que incentivamos, o da Cooperativa de Dança para portadores de Síndrome de Down, em 1988, foi especial por estarmos oferecendo educação para crianças com necessidades especiais. Pena que o projeto foi extinto’’, lamenta Roman.
O Grupo Dom Bosco já patrocinou os Elysium Concertos, o curso de formação de platéia e história da Música do Solar do Rosário, os projetos do músico Jonas Bach, do diretor de teatro Moacir David e dos contores Mara Fontoura e Luciano Rosa.




Leandro TaquesJoão Luiz Buso, diretor administrativo do Tecpar: ‘‘Priorizamos os projetos ligados ao Paranᒒ






Instituto de Tecnologia do Paraná
Produtor de vacinas para as campanhas de imunização do Estado, prestador de serviço tecnológico e de certificação de empresas, o Tecpar destina cerca de R$ 33 mil ao ano a projetos culturais por intermédio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura. ‘‘Priorizamos os projetos ligados ao Paraná e atualmente estamos nos candidatando ao Prêmio Nacional de Qualidade e um dos ítens levados em consideração é o relacionamento com a comunidade em projetos culturais’’, adianta o diretor administrativo do Tecpar, João Luiz Buso.
Segundo ele, a Lei Municipal é muito séria e os projetos devem ser analisados com cuidado para que o nome da empresa fique ligado a um evento cultural de interesse amplo, uma vez que dinheiro público deve ser destinado a projetos de interesse da comunidade.
Está em fase de produção, com incentivo do Tecpar, o CD ‘‘Chansons-gesang’’ da cantora lírica paranaense Débora Oliveira; o livro de poesia ‘‘Solidão’’, de Valdir Fagundes, a restauração arquitetônica da Igreja do Bom Jesus do Portão, em Curitiba; e o curta-metragem, ‘‘Polaco da Nhanha’’, sobre a cultura polonesa no Estado.

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