Há 20 anos, aos 42 anos, Elvis Presley foi encontrado morto no banheiro de sua mansão Graceland, em Memphis, no Tennessee. O rei, então com mais de cem quilos e com um sério problema de drogas, desapareceu em clima de mistério, gerando até hoje dúvidas sobre as condições de sua morte e de seu enterro. Com a comemoração da data, além das intermináveis homenagens ao músico, aparecem também novas histórias - de todos os tipos - sobre a vida de Elvis e referências bizarras ao seu comportamento.
De acordo com o ‘‘TV Guide’’ norte-americano, por exemplo, o rei era viciado em diversos tipos de comida, mas especialmente em bacon, mantendo um prato com cerca de meio quilo sobre o piano que tocava em casa.
Já a revista ‘‘New Yorker’’ traz o ex-presidente Jimmy Carter dizendo que recebeu uma ligação de Elvis em 1977 pedindo para que ele ajudasse um xerife amigo dele que estava metido em confusões. ‘‘Ele estava completamente drogado, não falava coisa com coisa’’, diz Carter. ‘‘Disse que não poderia ajudar antes que houvesse um julgamento, mas ele não pareceu entender o que isso significava’’. Depois disso, Elvis continuou fazendo ligações à Casa Branca, mas não foi mais atendido. Mas se as histórias de Elvis continuam se proliferando 20 anos depois de sua morte, a cultura Elvis não pára de espalhar ao redor do mundo.
Desde de que o rei se casou com Priscilla no hotel Alladin, em Las Vegas, em 1967, ele virou o tema preferido de uniões legais na cidade. Os fãs do cantor que quiserem desembolsar US$ 650 na ‘‘Elvis/Blue Hawaii Wedding’’, podem receber a benção de um oficial vestido como ele, acompanhado de gelo seco e duas garotas dançando hula-hula.
Elvis é rei também em Israel. Ele é idolatrado no ‘‘Elvis Inn’’, uma mistura de posto de gasolina e restaurante entre Tel Aviv e Jerusalém que é considerado um ‘‘templo sagrado’’ para o músico. Uma estátua de cinco metros foi colocada na frente do local, que traz também um cardápio temático com o spicy burger - o preferido dele. O motivo de tanta dedicação é que há uma corrente que acredita que a mãe de Elvis era metade judia.
E para quem acha que o músico não é assunto sério, a Conferência Internacional de Elvis Presley está aí há vários anos para provar o contrário. Organizado pelo Dr. Vernon Chadwick, da Universidade de Oxford, o evento de seis dias tem uma série de palestras e discussões sobre a importância de Elvis na cultura pop mundial.

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