DivulgaçãoRichard Gere em cena: personagem cai numa armadilha e enfrenta a Justiça num país de estranhas regrasUma coisa é certa: os norte-americanos adoram fazer filmes que criticam o sistema de Justiça vigente em países considerados autoritários. Entre eles estão ‘‘Expresso da Meia-Noite’’ que denunciava a crueldade da polícia turca, ‘‘Nunca sem Minha Filha’’, o retrato doloroso de uma mãe em busca da filha sequestrada e levada para o Irã e ‘‘Desaparecido - Um Grande Mistério’’, sobre a ditadura chilena. Em ‘‘Justiça Vermelha’’, as lentes se voltam para a China. O filme tenta chamar a atenção do mundo para o problemas sociais que aflingem aquele país - tudo, é claro, sob uma perspectiva puramente ianque.
Nessa produção dirigida por Jon Avnet, responsável pelo sensível ‘‘Tomates Verdes Fritos’’, Richard Gere é Jack Moore, um importante advogado americano que viaja a Pequim a negócio. Na sua primeira noite na cidade, ele vai a uma boate, conhece uma bela chinesa e acaba levando-a ao hotel para uma noitada. Ao acordar na manhã seguinte, o quarto está cheio de policiais e a chinesa assassinada. O circo está armado. O cara vai preso e descobre que as leis chinesas são bem diferentes. Lá, o réu é considerado culpado até que prove o contrário. Tudo isso acontece nos primeiros 20 minutos do filme. O pior ainda está por vir.
Sua única esperança é uma jovem advogada chinesa Shen Yuellin (Bai Ling) que tenta salvá-lo do fuzilamento. Ao tentar investigar o crime, ela esbarra na má vontade das autoridades, além de arriscar a carreira e a própria vida. Embora ‘‘Justiça Vermelha’’ se passe inteiramente na China, o trilher foi todo rodado na Califórnia. O motivo foi o astro do filme Richard Gere. Ele é um dos mais fervorosos defensores da libertação do Tibet, por isso, está proibido de pôr os pés em território chinês.
Richard Gere que, há tempo vinha querendo fazer um filme antichinês, ficou frustrado com a pouca receptividade de ‘‘Justiça Vermelha’’ nos Estados Unidos e no exterior. O filme não contribuiu em nada para o problema do Tibet, sendo totalmente ignorado pelas autoridades chinesas. Mas a fita é um trilher envolvente que prende a atenção do telespectador. Lançamento da Warner Home Vídeo. Duração: 123 minutos. (C.M.).

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