Culinária do sertão e do mar
Os nomes são exóticos: sarrabulho, mão-de-vaca, sarapatel, baião-de-dois. Todos pratos típicos cearenses, tendo em comum uma mistura fenomenal de ingredientes. O resultado é um sabor único, no qual não faltam feijão verde, muito sal e farinha.
A cozinha do Ceará divide-se entre a ala regional, ligada à experiência da seca e do sertanejo, e a dos frutos do mar, derivada dos pescadores. A carne-de-sol, por exemplo, surgiu quando não havia geladeira no sertão. Salgava-se a carne para conservá-la antes de ir ao sol para desidratar.
Já a peixada nágua grande nasceu com os pescadores. Por semanas no mar, cozinhavam seus peixes na própria água grande. Os jangadeiros levavam farinha, rapadura, água potável e sal, conta o dono do tradicional Peixada do Meio, Mauro Gonçalves. Improvisavam um fogareiro e cozinhavam o peixe com a farinha. Assim surgiu a peixada.
Mas, se apesar da riqueza e tradição da cozinha local, o visitante quiser sushi no jantar, não há motivo para desespero. Fortaleza está bem servida de restaurantes japoneses, italianos, alemães e até árabes. Com o crescimento do turismo, eles aportaram para ficar.





