Símbolo máximo da alta gastronomia, o restaurante dinamarquês Noma - considerado o melhor do mundo -, sofreu um forte abalo no mês passado quando mais de 50 clientes e funcionários do estabelecimento foram vítimas de intoxicação alimentar. O mesmo problema foi enfrentado em fevereiro por frequentadores do renomado restaurante do hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro. Os dois casos demonstram os riscos que envolvem a higienização, manipulação e conservação dos alimentos.

Conforme dados do Ministério da Saúde, cerca de 13 mil pessoas são afetadas anualmente por intoxicação alimentar provocada pela manipulação e conservação impróprias de alimentos. Desse total, 45% acontecem dentro de casa.
A escolha de alimentos saudáveis e bem conservados é o primeiro passo para garantir o sucesso de qualquer prato e também a saúde de quem vai consumi-lo. Professora do curso de Gastronomia e Nutrição da Unopar, Ana Cristina Pinesso Ribeiro afirma que uma boa aparência assegura uma boa oferta de nutrientes. Ela ensina alguns critérios a serem observados na hora de comprar os alimentos. "É importante que no momento da compra se observe a aparência, cor, textura e odor.

Frutas e vegetais 'machucados', batidos ou com picadas de insetos; carnes esverdeadas com textura e odor não característicos são indícios de que estão impróprios para o consumo. No caso dos industrializados, recomenda-se não comprar produtos com embalagens abertas e latas amassadas ou estufadas", orienta.

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