Cubanos alegram o Heineken
A noite cubana do Heineken Concerts aconteceu ontem em São Paulo. A exemplo do show no Rio, na última terça-feira, Compay y sus Muchachos, Rubén González e a Afro Cuban All Stars mostraram um pouco de son, bolero, guajira, guaracha, danzón e outros ritmos cubanos. Com destaque para o pianista Rubén González, 80, e o violonista e cantor Compay Segundo, 91, que encantam o público com talento e carisma - além de uma vitalidade excepcional para suas idades. O primeiro costuma fazer uma exibição de criatividade, suingue, classe e elegância em belos solos. Brilha em canções como Buena Vista Social Club e demonstra agilidade impressionante para alguém de sua idade. Antigo tabaquero (trabalhava em fábrica de charutos), Compay mostra sua destreza com o armunico - violão turbinado com sete cordas em vez de seis (a terceira é dupla).
A cantora Omara Portuondo, que se apresenta com o grupo, também se destaca com boleros como Dos Gardenias e Veinte Anos. A Afro Cuban All Stars mostra ritmos mais modernos, vibrantes e próximos da salsa exilada. Além da clássica Quizás, Quizás, Quizás, com corinho da platéia, a banda mostra músicas do disco A Toda Cuba Le Gusta, como Amor Verdadero, Pío Mentiroso e Clasiqueando com Rubén. O show é muito bom. Mas quem foi esperando ouvir um repertório com ênfase em Buena Vista Social Club - como fazia pensar o anúncio do show - pode ter ficado um pouco desapontado.
Do que foi apresentado no Brasil, é preciso lamentar a ausência do guitarrista Ey Cooder, que produziu o disco e ainda o enriqueceu com o som do seu violão.
A última noite do Heineken Concerts 99 - hoje, no Alfa Real em São Paulo - promete um encontro inédito. O violonista Toninho Horta vai se apresentar com os jazzistas Gary Peacock (baixo) e Jack DeJohnette (bateria), além do antigo parceiro Nivaldo Ornelas (sax).Wanderley Almeida/France PresseO grupo Afro Cuban All Stars no show que fez para a platéia carioca na terça-feiraDa Redação





