Cuba abrirá na região de Havana suas duas primeiras zonas francas: uma perto do aeroporto da capital cubana e a outra nos subúrbios industriais do Vale de Berroa. O anúncio foi feito pelo jornal Granma, do Partido Comunista Cubano.
Outras duas instalações estão previstas em zonas portuárias, em Mariel (nos arredores de Havana) e em Cienfuegos (centro de Cuba).
As zonas francas cubanas disporão de expressivas facilidades fiscais e alfandegárias, que poderão se estender até a isenção total de direitos de aduana e de impostos sobre os lucros.
As autoridades cubanas se orgulham pelo fato de poderem oferecer um sistema mais favorável que o de Barbados e Trinidad-Tobago, famosos paraísos fiscais do Caribe, e seus concorrentes diretos.
O decreto-lei de junho de 1996 que regulamenta estas zonas francas foi aprovado por Fidel Castro menos de dois meses depois que os Estados Unidos adotassem a lei Helms-Burton, que tenta fortalecer o embargo imposto à ilha há mais de 25 anos com o fim explícito de derrubar o governo castrista.
A lei Helms-Burton - condenada pelos principais parceiros dos Estados Unidos - ameaça com sanções e represálias as empresas estrangeiras que fazem negócios com Cuba utilizando bens que pertenceram aos americanos.
Cuba, numa delicada situação após a extinção dos países socialistas da Europa Oriental que subvencionavam sua economia, iniciou no princípio da década de 1990 um prudente processo de reformas econômicas para abrir a ilha aos investimentos estrangeiros, sob a forma de empresas mistas e contratos de associações.

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