São Paulo - Política, esportes, personalidades, economia, música, muita música, são assuntos do novo livro, de contos e crônicas do jornalista Luís Nassif, ‘‘O Menino do São Benedito’’ (Editora Senac, 456 págs., R$ 45,00) - casos, como diz Antonio Candido, no prefácio, que muitas vezes escrevem a ‘‘história miúda’’, ao falar dos grandes e pequenos, ‘‘sublinhando o lado aparentemente menor de fatos maiores’’.
Os textos, curtos, vêm agrupados, pelo foco principal, em sete partes. Na primeira, ‘‘Cenas Brasileiras’’, aparecem os meninos de São Caetano - um grupo musical, obra social ou os ‘‘cadáveres ambulantes’’, crianças miseráveis do centro de São Paulo; na segunda parte, ‘‘Poços de Caldas e Outras Lembranças’’, Luís Nassif evoca a cidade natal, seus personagens e - sempre - sua música.
‘‘Músicas e Canções’’ é o título da terceira parte, a mais longa, com quase 80 textos sobre autores, como Pixinguinha, Caymmi, João Gilberto, Ivan Lins, e obras, como ‘‘O Grande Circo Místico’’, de Edu Lobo e Chico Buarque. Bandolinista, Luís Nassif é frequentador de rodas de samba e choro e samba e tem um CD gravado.
Os títulos das outras partes também falam por si: ‘‘Os Mitos do Esporte’’, ‘‘Personagens e Política’’, ‘‘Brasil e Cenas Contemporâneas’’. O autor adverte, na introdução: ‘‘Este não é um livro de reportagem, é um livro de lembranças. Minha intenção não foi o levantamento factual, mas a descrição de episódios e personagens do passado remoto e recente da maneira como se fixaram na lembrança do menino e adolescente de Poços de Caldas.’’ Prosa fluida e delicada, Nassif deixa sempre clara a preocupação e o carinho com o País, sua gente e sua expressão.

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