CRÔNICAS - Londrina
Sabe aquele lugar que assim que você chega seu coração pulsa descompassadamente, como se estivesse prestes a reencontrar sua outra metade? Assim é Londrina, quando aqui pisei pela primeira vez, meu olhar se preencheu de admiração e deslumbramento. Uma terra de encantos, de céu azul, noites estreladas, flores perfumadas, árvores verdejantes. Cidade de progresso, modernidade, de vasta cultura, aspectos europeus em suas edificações, que se misturam aos hábitos e costumes das raças e descendências que aqui residem; brancos, negros, mulatos. Brasileiros, americanos, ingleses, asiáticos. Lugar dos extremos processos da mãe natureza; muito frio, muito quente. Londrina toca a alma da gente, nos enrosca, nos abraça, como se nos aconchegasse no colo de Deus.
Terra de gente interessante, em seus aspectos mais expansivos de humanidade, de simpatia, alegria e receptividade. Território da relva e do celestial, predominante nos tantos olhares verdes e azuis dessa multidão.
Londrina tem uma brisa que envolve, um povo acolhedor, belezas que encantam, contida não apenas nas pessoas e paisagens, mas no ar que a gente respira, nas pessoas que conhecemos, observamos e naturalmente nos identificamos. Aqui "jaz o mau humor", é terra do riso, existe a Rua da Felicidade, a Ladeira do Gozo, a Esquina do Prazer. E ainda é possível tocar o Sino da Alegria, para declarar felicidade ou apenas para encontrá-la.
Terra de encontros e reencontros, amizades sinceras. Lugar que a gente escolhe pra viver logo que aqui chega, e não se imagina mais vivendo em outro lugar, porque o coração da gente sente que ele chegou onde deveria estar.
Mariana Helena de Jesus é pernambucana e escreveu este texto em julho, quando veio passear na cidade. Dois meses depois mudou-se para Londrina de vez





