Estive pensando estes dias, como os valores morais estão em decadência. O que antes era quase nato nas pessoas, passou a ser artigo de luxo. Honestidade, amor, generosidade, doação, entre outros, passaram a ser substituídos por, se não o pior, um dos piores sentimentos humanos, a ingratidão.
Você pode dedicar a sua vida inteira a uma pessoa, que se por qualquer coisa ela resolver que você não presta ou não lhe serve mais, ela lhe põe de lado, como um sapato velho. Aqui incluo amigos, maridos e esposas, filhos, companheiros de trabalho, chefes, e por aí vai.
Não se para pra pensar no bem que aquela pessoa fez para você, coisas que podem ser pequenas, como lhe ajudar na lição, no serviço. E coisas grandes como parar a sua vida para cuidar de um filho ou um cônjuge doente, noites em claro em hospitais e depois em casa, dedicação e amor.
Acredito que o mundo passou a valorizar somente o agora. O ontem ficou para trás e você não tem contas a ajustar, pois já passou. O futuro, ainda está por vir, sabe-se lá o que nos espera.
Contudo, um dia prestaremos contas, eu acredito nisso. Não quero deixar dívidas. Se faço algo que me arrependo tento me desculpar o mais rápido possível. Afinal eu não sei o dia de amanhã. Pequenos detalhes em nosso comportamento irão fazer toda diferença.
Nunca só chove, ou faz sol! É necessário o equilíbrio.
Ingratidões são moedas sem valor. Você nunca vai poder trocar uma ingratidão por um abraço ou um carinho na hora da tristeza.

Deyse Chagas é técnica em radiologia em Maringá

Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].

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