Andando pelos bairros, ruas, avenidas e ambientes fechados, notamos o quanto as educações dos filhos estão cada vez mais complicadas, não sei se é pelo estilo de vida dos pais, pelas dificuldades que estão passando em não poder dar ao filho aquilo que ele exige, por medo de repressão ou por simples covardia na educação dos mesmos.
Vemos por aí mães com seus filhos chorando fazendo birras, xingando e até mesmo agredindo as mesmas com tapas na cara, não respeitando as pessoas mais velhas, será que estamos vivendo outra era, onde os pais são obrigados a respeitar o filho e dar aquilo que ele exige sem questionar?
Será que as crianças ao sair do leito materno já recebem uma cartilha dizendo que os filhos têm todos os direitos, que as leis os protegem, que eles não podem ser educados de forma eficaz?
Sabemos também que existem pais sem o mínimo possível de preparo para educar uma criança, bebem demasiadamente, fumam, usam drogas e outras coisas de mau exemplo que trazem para casa.
O berço da educação de um filho é dentro de casa não existindo este preparo a criança desgarra dos pais e cresce com a mentalidade de poder sair por aí e executar as várias barbaridades que vemos hoje.
A rua é uma grande universidade, aprendem muito cedo todos os tipos de coisas erradas que podem levá-las a acabar com muitas famílias.
Os pais que não educam e não têm poder sobre seus filhos mandam os mesmos para as escolas, e tudo aquilo que eles fazem em casa também fazem lá, os professores que estão ali para educar as crianças no sentido pedagógico, são maltratados, humilhados, xingados por eles e não podem fazer nada, às vezes quando um professor se defende de uma possível agressão, corre o risco de ser reprimido pela direção.
Mas a grande pobreza, as dificuldades diversas por que passamos, a perda do pai muito cedo aos quatro anos, não foram motivos para que eu e meus outros quatro irmãos desviássemos nossa conduta, tive a felicidade de ter uma grande mãe que soube nos educar mostrar o que era certo o que era errado.
Hoje tenho uma saudade imensa de minha mãe, quando ela vinha conversar conosco e mostrar o que é certo e o que é errado, tenho muitas saudades daquelas mãos trêmulas nos dando umas palmadas, ainda que poucas vezes que isto acontecia, mas eram merecidas. Todas aquelas palmadas tinham um grande sentido, hoje só saudades.

Antonio José Rodrigues é aposentado em Londrina

Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].

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