O país vive um momento de manifestações. Na expectativa de mudanças, o povo brasileiro tomou as ruas, protestou, abraçou a bandeira, cantou o hino, vestiu a camisa, a palavra de ordem foi "Progresso". Nossas reivindicações não são por belos estádios, nem bolsas Copa, não queremos as sobras do que a corrupção não engoliu, a população quer retorno do dinheiro que os senhores políticos dizem que é para a construção de um país melhor.
Pagamos altíssimos impostos e não vemos as melhorias acontecerem. Pedimos que CPIs sejam instauradas, que o ministério público não seja extinto, mas que sirva para investigar os corruptos. Chega de promessas, o país não pede, agora exige: serviços públicos de qualidade e dignidade.
É hora de acordar, esperamos sinceramente que o povo faça valer os seus direitos, e que não façamos como foi na era Collor, acorda Brasil. Não vamos reeleger corruptos, bandidos, vamos avaliar bem antes de fazer valer nossos votos nas urnas.
Hoje eles vão tentar adoçar nossos corações, vão posar na televisão como pessoas de bem, que compreendem o povo, mas eles não andam de ônibus, não enfrentam as filas do SUS, não sabem que o pai de família tem comprado cada vez menos nos supermercados, isso porque a inflação vem crescendo, e o senhor ministro da economia aparece em seus discurso sempre muito sereno, dizendo que está tudo sob controle, será que ele sobrevive com um salário mínimo? Com certeza não! Será que os filhos dos nossos representantes políticos estudam em escolas públicas, onde chove dentro e falta livro? Sabemos que não, então como esse " POVO" pode nos representar?
É hora de pedirmos a reforma política. Cansamos de ver pessoas morrendo todos os dias por falta de atendimentos nos hospitais, estamos fartos de ver nosso dinheiro sendo desviado e indo parar em paraísos fiscais, queremos mudanças, não queremos belos discursos.

Aline Siqueira é jornalista em Arapongas

Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].

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