No início o planeta era apenas um astro coberto de águas, florestas, montanhas, imensuráveis geleiras e grandes vulcões em constantes erupções, habitados por gigantescos animais marinhos e terrestres, a mercê das adversidades climáticas.
Nas regiões montanhosas só havia rochas e pedras a esmo. Em determinado momento essas pedras, açoitadas pelo vento, começaram a ter contornos diferentes e foram sendo também diferenciadas e ao bater em rochas impelidas pelo vento e altas temperaturas, foram tendo contornos em sua estrutura formando os primeiro parafusos.
Eram ainda muito incipientes e com o tempo (eras milenares) foram obtendo o contorno encaracolado de seu corpo e ao bater em outras pedras estas foram sendo perfuradas e ovaladas, iniciando o que seria mais tarde as porcas e arruelas.
Assim, numa evolução natural dessas matrizes, foram se aglutinando umas as outras e dando formas a ferramentas tais como, martelo, machados, serrotes, entre outras. Enfim uma infinidade de peças e arames que a natureza ia construindo. Em determinado momento da pré-história essas peças começaram a formar coisas mais elaboradas como arcos, flechas, lanças, e por fim carroças, com rodas, que podiam se movimentar.
Milênios se passaram e finalmente, como a evolução era contínua e ininterrupta, chegou-se ao ponto em que várias peças soltas começaram a formar máquinas mais sofisticadas, com a possibilidade de, com apoio da energia do planeta, formarem motores, com diversas utilidades na vida prática. A evolução tornou-se mais rápida e as máquinas pensantes começaram a se constituir com a aglomeração das diversas peças já existentes e formou-se o primeiro computador.
Com a evolução das matrizes básicas tornaram-se grandes computadores capazes de fazer tudo o que se possa imaginar: interagir em todos os segmentos da vida prática, imergir em águas profundas, voar em alturas estratosféricas, missões a outros astros de nosso sistema solar e em outras galáxias, descortinando a possibilidade da conquista do Universo.
Eis a teoria da evolução das máquinas, porque seria ingenuidade acreditar que possa ter havido mentes inteligentes que tenham concebido e criado essas incríveis engenhosidades.

Antonio José Moraes é psicólogo em Londrina

Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].

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