CRÔNICA - O poder das mãos
Carlos Drummond de Andrade afirmava que "fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados. Difícil é sentir a energia que é transmitida".
As mãos expressam muito. Através de seus toques, de suas palmas, de seus gestos podem transmitir: energia, carinhos, promessas, afagos, consolo, amor... ou não.
Delicadas ou grosseiras, dizem muito do que desejamos ou queremos dizer e, às vezes, dizem o que não queremos também prestando-se a milhares de coisas.
Seja em gestos religiosos, seja para exercícios de cura, seja para o trabalho profissional ou mesmo para aqueles cotidianos e rotineiros atos domésticos, elas encontram-se sempre permeando as ações do humano, quer retratando o que dita o cérebro ou o que manda o coração.
Jesus, com amor, as utilizava para curar assim como fazem algumas pessoas hoje em dia com a imposição delas.
Algumas das benesses das mãos são descritas por Moacyr Franco na bem escrita letra de sua música Balada das mãos.
De modo que, as mãos servem para curar e abençoar, apesar de que o reverso disso também seja utilizado por muitos de nós. Nesse caso vale relembrar o poeta Billy Blanco, autor da música Canto Chorado, que apregoava em sua letra "O que dá pra rir, dá pra chorar", acrescentando que tudo é uma "questão só de peso e medida, problema de hora e lugar" o que serve para todas as coisas da vida e, portanto, para as tarefas realizadas pelas mãos. Só depende de quem comanda as ordens, se é a razão ou o coração, a justiça ou a injustiça, o amor ou a falta dele, a humanidade ou a desumanidade...
Marina I. Beatriz Polonio é escritora de Cambé
Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].





