CRÔNICA - Londrina dos meus amores
Na década de 80 tive a honra de conhecer Dom Geraldo Fernandes. Fui a ele apresentado pelo Roberto, que foi seu motorista por muitos anos. Descobrimos, certa vez, que tínhamos um amigo comum em São Paulo que trabalhou em uma gráfica católica, no bairro de Perdizes, a qual Dom Geraldo dirigiu por algum tempo.
Naquela época Londrina contava com uma população de pouco mais de 250 mil habitantes. A igreja católica englobava mais de 80% da população londrinense e reinava soberana. Não havia indício da apostasia surgida nas décadas seguintes, onde alguns homens discordaram dos ensinamentos da igreja fundada por Cristo (Mt 16, 18) e fundaram suas próprias igrejas, dando ensejo a centenas de placas surgidas em nossa cidade.
Os bairros onde hoje vicejam ricos condomínios fechados não passavam de sítios no entorno da cidade. Naquela época chegaram a Londrina empreendedores que, com brilhante visão de futuro, vislumbraram nichos de crescimento, e criaram loteamentos em lugares afastados, que algum tempo depois se tornaram parte integrante da cidade.
Entre eles me vem a memória os irmãos Franchello, oriundos de breve passagem por Campo Mourão, e o senhor João Dib Abussaf, que abriu mão de ser cidadão primaiense e se associou ao senhor Jamil Richa, os quais também criaram dezenas de loteamentos em Londrina e região.
Para que o negócio comercial se materializasse foram necessários corretores obstinados que conseguiam mostrar aos possíveis compradores o bom retorno daquele investimento. Dezenas trabalharam, mas de dois lembro de maneira muito carinhosa: Alaor e Reis.
Foram estes e outros homens, de têmpera inabalável, que impulsionaram nossa cidade a ser a metrópole que hoje conhecemos.
Edson Medardo Scarchetti é bacharel em Teologia em Londrina
Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].





