Me pego pensando por que será que existem pessoas ociosas, supérfluas a ponto de não parar pra pensar pelo menos no próprio futuro. Um certo desgosto e fastio sentimento me contorna só ao cogitar a ideia.
Não existe coerência em trabalhar ganhando um salário medíocre, é preciso ter sonhos, e, mais do que isso, realizá-los.
Infelizmente presencio, todos os dias de minha vida escolar, crianças e púberes desleixados e mesquinhos, apenas interessados em frequentar os mesmos lugares que os outros, usar a roupa da moda, beijar várias bocas. Poxa! Eu também sou jovem, gosto de andar bonita, chamar a atenção, curtir festas, mas não quero ter deficiência mental ou o cérebro do Homer Simpson.
O que quero dizer é que atualmente o descompromisso, a desorganização escolar é tão agravante que uma nova camada social preludiará na sociedade - a sociedade dos não-pensantes, seres humanos excluídos, sem valor.
Tenho comigo que a coisa é mais complexa do que podemos pensar. Ninguém tem o dom da perfeição, mas ninguém luta também por uma transformação revolucionária. É por isso que finalizo com a premonição de que uma abissal separação futuramente dividirá superdotados de seres incapacitados.
Dyandra de Oliveira Santos é estudante do Ensino Médio em Colorado

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