CRÔNICA - Feitos como as borboletas
Nunca me deparei como as borboletas são tão parecidas com os seres humanos. Passam vagarosamente por algumas transformações elevando-se em seus níveis. E há quem diga que elas são filosofias de vida. Acredite, hoje eu concordo com isso.
Enquanto somos forçados a ficarmos em nossos casulos, sem ter a capacidade de compreensão do mundo a fora, vivemos em um pleno molde de conformidade. Até fingimos não enxergar coisas a nossa frente, talvez por medo de perder toda essa proteção criada.
As borboletas são pequenas lagartas que rastejam pelo chão e assim nascem desse meio, que aos olhos humanos muitas vezes parece ser nojento; precisam ficar em seus casulos concentrando-se para uma nova fase cheia de riscos para que assim, mais tarde, tenha a capacidade de se formar o mais belo inseto.
Logo, os seres humanos são feitos como elas: infelizmente muitos se conformaram em serem como lagartas, deixando sua determinação de lado, outros nem tiveram a capacidade de sair de seus casulos, porque é tão fácil continuar seguindo o mesmo ritmo, e o medo de enfrentar esse mundo cheio de mudanças o impede de mudar de fase.
Mas há sempre os gloriosos, que voam atrás de seus objetivos, aprendem o florescer da vida que é feita através de etapas, e que não há sucesso sem um esforço. Conseguem compreender a si mesmo através do reflexo da sociedade e não desistem quando aparecem barreiras. E assim somos feitos como as mais belas borboletas!
Andressa Francielli Rocha é estudante em Manoel Ribas
Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].





