Ser feliz é tão fácil, que às vezes nem percebemos esses momentos.
É claro que ninguém pode ficar esperando que a D. Felicidade entre pela porta e venha se sentar no sofá de nossa casa, como uma velha e bondosa amiga. É necessário estar aberto para recebê-la e reconhecê-la em coisas e momentos muito sutis.
Quando se chega a uma idade mais avançada, vamos aprendendo a recebê-la melhor. A reconhecê-la em pequenas atitudes e gestos.
Um olhar carinhoso, uma palavra amiga, um simples sorriso. No amor que dedicamos e recebemos daqueles que amamos.
Um almoço de domingo com amigos, filhos... Uma flor que nasce entre as pedras da calçada de nossa casa... Um pássaro que insiste em fazer seu ninho em cima daquela velha e esquecida bolsa de praia jogada no fundo do quintal.
Achamos que ela foi embora, quando estamos sós, sem um amor para aquecer nossos pés numa noite fria de inverno, mas de repente sem mais nem menos ele surge e vem preencher o oco do seu coração, e além do pé, esquenta também todo o nosso ser.
É bonito perceber que nunca estamos realmente sozinhos.
Sejamos feios ou bonitos, tenhamos ou não dinheiro, branco ou negro, sempre em algum lugar é possível encontrar a felicidade e o amor.
O segredo... Eu descobri. Além de ser, temos também que estar felizes! Felicidade fingida deixa de ser próspera. Engana, mas não convence.
Abandone hábitos velhos e arraigados e aceite o convite que a vida de faz todos os dias...
Vem ser feliz!

Deyse Chagas é estudante de radiologia em Maringá

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