A amante acordou amarga. Chorou, xingou, brigou, gritou. Possessa, indignou-se.
"O ridículo do meu noivo me traiu em meus sonhos!"
Pode?
O eleitor estava revoltado! Tudo indica que o seu candidato não havia logrado êxito.
"Brasileiro não sabe votar!"
E eles sempre foram assim, é?
O magistrado não se conformou.
"Sou Operador do Direito! Exijo respeito! Alguém viu o guarda que me multou?"
Eram os deuses arbitrários?
O Delegado-Chefe era entrevistado sobre a superlotação da Delegacia de Polícia e a consequente fuga de presos.
"Não dá pra continuar dessa maneira!"
Pensei que essa fala fosse nossa.
A dupla não estava num dia muito feliz.
"Eles têm inveja do nosso sucesso! E da qualidade de nossa música!"
Como assim?
O político se achava respeitado. E original.
"Todas as doações foram feitas de acordo com a Lei! Eu represento a vontade do povo! Que tal 5%?"
Nada a declarar.
Mas nem tudo são ambiguidades, fatalidades, mediocridades ou futilidades.
Hoje, por exemplo, comemora-se o "Dia do Batom"!
Oi?

Alberto Chahaira Sobrinho é pedagogo e bancário aposentado em Bela Vista do Paraíso

Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].

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