Espero que estejam preparados para este relato.
Existem pessoas infiltradas entre nós, cuja periculosidade chega aos extremos e nessas circunstâncias confiamos sempre na proporcionalidade da punição a ser aplicada aos que infringem a lei, como nesta terrível ocorrência, a seguir.
Ela era uma ameaça para a Sociedade!
Não tinha condições de conviver entre nós.
Mas sabia usar um disfarce como ninguém. Sorrateira, não deixava pistas de suas falcatruas.
Sabemos que a Justiça é ligeira e não se deixa enganar pelas aparências, porém, todo o cuidado é pouco!
O simples conhecimento destes fatos pode abalar qualquer um por muito tempo.
Mas a prisão era uma questão de tempo e não demorou a consumar-se.
Foi pega de surpresa em seu esconderijo. Um casebre na periferia de uma região esquecida, no interior da Bahia. Aquela aparente vovozinha fantasiava-se com as características de uma humilde senhora. Dizia-se desempregada e desamparada.
Ora, ora, claros indícios de que seus vultosos recursos financeiros foram desviados para algum Paraíso Fiscal!
O seu crime? Preparem-se, é sinistro!
Teve a petulância de não pagar a Pensão Alimentícia de seus netos!
E continuou negando que tenha recursos para fazê-lo.
Nada que uma delação premiada não resolva.
E que sirva de AVISO aos baderneiros que insistirem em questionar o "Auxílio Moradia"!

Alberto Chahaira Sobrinho é pedagogo em Bela Vista do Paraíso

Crônica é a coluna da FOLHA2 publicada todas as quartas-feiras. A cada semana o leitor será brindado com diferentes autores. Os textos, com no máximo 30 linhas, devem ser encaminhados com telefone de contato para [email protected].

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