Esta terra maravilhosa que nos acolhe, talvez por ter a cor de sangue, penetra por nossa entranhas e interage com nosso ser. Uma grande parte dos seus habitantes é oriunda de outras plagas e veio buscar aqui carinho, aconchego e oportunidades de crescimento. Uns conseguiram; outros nem tanto.
  Da vila incipiente, fundada na primeira metade do século passado, até a cidade galharda e pujante que ora vilumbramos, muitas histórias de sucesso se misturam. O pequeno empório que se tornou rede de supermercado, o corretor autônomo que virou grande empreendedor do ramo imobiliário ou a portinha humilde de venda de tecidos que se transformou em rede de varejo.
  Nos seus primórdios, quando lhe deram um nome assemelhado a uma capital pujante do continente europeu, foi porque seus fundadores sentiram, nos desbravadores que aqui chegavam, uma força descomunal, que só os vitoriosos deixam transparecer em seus semblantes.
  As 250 mil almas, contadas pelo IBGE em 1975, hoje ultrapassam a marca dos 500 mil habitantes. Isto nos leva a crer que estas crianças que hoje brincam em nossas praças, ao constituirem suas famílias, farão parte de um contingente de 1 milhão de habitantes, o que forçosamente nos inserirá num patamar superior de classificação estatística.
  Muitos deste homens, com os quais hoje conversamos em nossa faina diária, serão lembrados por placas que darão nome a algum logradouro público. Este crescimento vertiginoso vem atestar que o denôdo de nossos pioneiros transcendeu à sua época.
EDSON MEDARDO SCARCHETTI é estudante de Teologia em Londrina

mockup