Que notícia triste. Fiquei sabendo na manhã do último dia 22, onde costumeiramente, cortamos cabelo e barba dos nossos velhinhos, que o "Zequinha" havia morrido, no meio da semana, devido a complicações diversas de saúde. Outro velhinho completou: e foi enterrado com a camisa do Palmeiras, seu time do coração.
Primeira coisa que eu ouvia do Zequinha era: E o nosso ‘parmera’, joga hoje, será que ganha? Eu dizia a hora do jogo e o nome do adversário, e como bom palmeirense, dizia: vamos torcer, né, Zequinha! Quem sabe?
Engraçado, ao longo desses vinte anos que ele conviveu lá no Asilo São Vicente de Paulo, pelo menos uma vez por semana, aos sábados, nós, barbeiros, bem como os demais internos, passamos uma manhã bem saudável, com muitas piadas de salão e outras conversas. Conhecemos os velhinhos, às vezes só pelo primeiro nome, ou então por apelido. Mas, raramente, sabemos quem são seus familiares. E, assim estão indo para casa do "Pai".
Claro que outros também deixaram saudades, como o cantor Cesar Gonçalves, apesar do pouco tempo internado; mesmo debilitado, ainda conseguia soltar sua voz. Ouvindo seu CD parecia estar ouvindo o famoso, e finado também, Nelson Gonçalves.
Às vezes são considerados apenas mais um "número" nas estatísticas; entretanto, são seres humanos que merecem todo nosso respeito e carinho. Quer queiram ou não, fazem muita falta. Que Deus os tenha.

Wilson Oliveira Trindade é bacharel em Direito em Londrina
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