"Olha a fake news / Desfilando na avenida/ Tá na boca do Brasil /Desfilando na avenida/ Fake news é sucesso no Brasil". Os versos do jornalista e compositor Marco Freire Gomes compõem a "Marcha da Fake News", idealizador do projeto. Com irreverência, a crítica chega em forma de marchinha para brincar o Carnaval - com direito a videoclipe. "Recebeu, agora compartilha/ Cancelaram o carnaval / E o dia da mentira/ Virou feriado nacional /Chegou. Fake news" . Do comportamento do cotidiano, vem a inspiração e o clipe será lançado neste sábado (1). "Trata-se, então, de uma crítica festiva sobre a evolução da notícia falsa no Brasil, com duplo sentido na letra e no clipe", explica o compositor.

Marian Trigueiros: clipe da"Marcha da Fake News" reprova comunicação mentirosa
Marian Trigueiros: clipe da"Marcha da Fake News" reprova comunicação mentirosa | Foto: Divulgação

Um verdadeiro convite à reflexão, o projeto independente também faz referência a marchinhas consagradas. Tanto é que logo no início da letra, há uma menção à marchinha “Cachaça”, composta pelo baiano radicado em Londrina, Marinósio Filho. Neta do baiano, a jornalista e cantora Marian Trigueiros, aceitou o convite para formar um dueto que foi gravado com a participação dos integrantes da banda de samba “Os Beto” e convidados, como Horácio Lapa.

Já cercado de expectativas, o clipe a ser lançado foi gravado na escola de Dança Espaço Elias Ferreira e contou com a participação de alunos e amigos. De maneira despretensiosa, Freire recriou um salão de baile de Carnaval que tem a participação até do jornalista Apolo Thedoro, que organizava o famoso “Bloco do Pirulito”, de Londrina.

Financiamento Coletivo

Para conseguir viabilizar o projeto, foi criado um financiamento coletivo para arrecadar contribuições de todos os valores. O montante será usado para custear as captações de áudio em estúdio e edição do vídeo A campanha segue na internet até o dia 22 de fevereiro pelo endereço http://vaka.me/837164.

Bloku Da Elke festeja a diversidade

Já são quatro anos de Bloku da Elke em Londrina, uma homenagem à irreverente artista brasileira Elke Maravilha. Neste carnaval serão dois dias de muita diversão, glitter e amor pelo feriado mais querido e esperado do ano. O bloco LGBT surgiu em 2017, como pontapé inicial para a construção da Semana Das Cores da UEL (Universidade Estadual de Londrina), um evento que realiza diversas ações contra a homofobia.

O bloco na rua, como foi nas últimas edições começou no ano seguinte, em 2018 - nas ruas o Bloku da Elke grita bem mais que músicas animadas e jargões de carnaval; quando sai às ruas ocupa Londrina com toda coragem que corpos marginalizados possuem, grita por respeito e reivindica o direito que todo mundo deveria ter de ser quem é. “Infelizmente a homofobia existe, a gente pode ver pelos casos passados, como o do Hannan e do rapaz assassinado na Parada Cultural LGBT de Londrina. A importância de ter um bloco LGBT é falar sobre pessoas LGBT’s e que essas vidas importam e que estamos em todos os espaços” fala Juarez Barbosa dos Santos, representante do Bloku.

A programação Elke 2020 vai começar no dia 22 de fevereiro, sábado de carnaval, às 18h no Zerão, ou seja, o evento é público e gratuito com diversas atrações artísticas de música, dança, performances teatrais e de drag queen’s. No dia 24, segunda-feira, a folia segue no Espaço Elias Ferreira (Tv. Belo Horizonte, 210), também às 18h, o valor da entrada ainda não foi divulgado. Não há estimativa de quantas pessoas participaram do bloquinho nos anos anteriores, mas cada vez mais o Bloku da Elke tem ganhado força e visibilidade na cena cultural da cidade e este ano promete ser mais uma vez um sucesso durante a folia e depois dela, mantendo o espaço no Zerão limpo e uma festa sem brigas.

SERVIÇO

Bloku da Elke no Zerão - 22 de fevereiro às 18h, gratuito.

Bloku da Elke Oficial - 24 de fevereiro às 18h no Espaço Elias Ferreira (Tv. Belo Horizonte, 210), mais informações em breve nas redes sociais Bloku da Elke.

mockup