Crises e fim
Além da queda de audiência e trocas de apresentadores que se revelaram sem grande efeito, 2013 foi um ano de crise e adequação ao mercado de emissoras como Record, Band e Rede TV!.
Embora não tenha poupado gastos para "Pecado Mortal", a Record demitiu muitos funcionários ao longo do ano entre eles, Gugu Liberato, um dos salários mais altos da casa. Além da dispensa de profissionais, a emissora também passou a terceirizar boa parte de sua mão de obra na produção de teledramaturgia. "Todo mundo está em crise. Não estamos quebrados, mas conscientes de que é preciso fazer alguns ajustes para que o faturamento não caia", aponta Mafran Dutra, do comitê artístico da Record.
No momento, a Band passa por uma reestruturação financeira que começou a mexer com o capital de produção de seus principais programas e nos altos salários dos profissionais da casa.
Já a Rede TV!, depois de passar 2012 atrasando o salário de seus funcionários, conseguiu ajustar suas contas durante a primeira metade de 2013 e agora comemora o bom momento. Sobretudo, com o pagamento em dia de sua folha. "Conseguimos dar a volta por cima e terminamos o ano bem", afirma Marcelo de Carvalho, sócio e apresentador da emissora.
Refém da crise do grupo Abril, a MTV Brasil tentou se reestruturar e sair do vermelho. E, depois de muitos boatos, teve seu fim decretado em outubro, quando a Abril devolveu a marca à Viacom, conglomerado de entretenimento que detém os direitos da MTV ao redor do mundo. "A gente fez o que pôde para evitar o fim. Mas a decisão veio de cima e não tinha mais o que fazer. Sempre trabalhamos com produções de baixo custo e tenho muito orgulho dos 23 anos em que a MTV passou na tevê aberta", emociona-se Zico Góes, último diretor de programação do canal, que agora é pago. (G.B.)





