CRISE NA UEL - Membros da Camtar pedem demissão
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segunda-feira, 04 de abril de 2005
Antônio Mariano Júnior<br> Reportagem Local 
O conselho administrativo da Comunidade de Amigos, Trabalhadores e Apoiadores da Rádio Universidade FM (Camtar) está demissionário. A decisão foi tomada no último sábado, quando a diretoria da Organização Social Civil de Interesse Público (Oscip) se reuniu para discutir os rumos da entidade frente à extinção da emissora como órgão de apoio e consequente subordinação à Coodenadora de Comunicação Social (COM). Além dos conselheiros administrativos, dois integrantes do conselho fiscal também se colocaram o cargo a disposição. Ao todo, a Camtar tem 12 membros. A entidade foi criada há cerca de três anos com a finalidade de buscar recursos junto à comunidade e também Ministério da Cultura para investir na emissora da Universidade Estadual de Londrina.
De acordo com o médico e pesquisador musical José Luís da Silveira Baldy, presidente da Camtar, o motivo pelo qual 8 dos 12 integrantes se declararem demissionários, alguns em caráter irrevogável, se deve, em suma, ao fato de que a Oscip ter sido criada exclusivamente para um órgão de apoio, a Rádio Universidade FM, e não para uma diretoria vinculada a uma coordenadoria, no caso a COM. Haveria, ao seu ver, uma descaracterização de funções e caberá à próxima diretoria da Camtar encontrar juridicamente, se for o caso, um meio de se encaminhar a questão financeira. É que ainda há alguns contratos e acordos em vigor.
Por esse motivo, a entidade decidiu esperar os resultados da reunião do Conselho Universitário, que deve acontecer ainda neste mês, para oficializar a demissão dos integrantes da Camtar. ''Teoricamente existe a possibilidade de rediscutir a posição, mas concretamente eu não acredito que isso venha ocorrer'', diz Baldy. Por intermédio da Camtar, desde sua criação, a Rádio Universidade FM conseguiu cerca de R$ 200 mil em verbas, aplicados em estrutura física, equipamentos e apoio a recursos humanos. Antes de se formar um novo conselho administrativo, a atual diretoria precisa convocar nova assembléia para prestar contas de sua gestão.


