Crise atrapalha agenda de shows
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quarta-feira, 03 de fevereiro de 1999
Marcelo Moreira Agência Folha 
Ao mesmo tempo em que a banda inglesa Deep Purple divulga as datas de sua miniturnê brasileira, a ser realizada em março, os promotores responsáveis pela vinda da banda acenam com a possibilidade de cancelamento dos shows. O motivo é a alta do dólar em relação ao real, que provavelmente vai encarecer todos os custos da vinda da banda ao Brasil. Segundo um dos promotores, se o dólar ficar estabilizado em R$ 1,60, dificilmente o Deep Purple virá à América do Sul. Nos últimos dias, a cotação do dólar ficou em R$ 1,90.
Alheio a isso, o escritório que representa a banda na Inglaterra divulgou as datas e os locais dos shows no Brasil.
Estão programadas nove datas no Brasil, sendo que uma delas, no dia 23 de março, em Porto Alegre, ainda está por confirmar. A abertura da turnê brasileira e sul-americana ocorre no dia 12 de março na casa de espetáculos Via Funchal, em São Paulo. A banda toca no mesmo local nos dois dias seguintes.
Em 16 de março o show é no Metropolitan, no Rio de Janeiro. Dois dias depois, é a vez dos paranaenses assistirem ao Deep Purple no Fórum, de Curitiba. No dia 19 de março, os mineiros terão a banda tocando no Mineirinho. No dia 20, o Deep Purple retorna ao Estado de São Paulo para tocar em Vinhedo, na casa noturna Alder. No dia seguinte, tocam no clube Aramaçã, em Santo André (Grande São Paulo). Finalmente, no dia 23, devem tocar no Viana Auditório, em Porto Alegre (a confirmar). A turnê segue, entre os dias 25 de março e 3 de abril, para a Argentina, Chile e Panamá.
Será a terceira turnê brasileira da banda inglesa, que completou 30 anos de fundação no ano passado. O Deep Purple realizou seis shows em São Paulo e no Rio de Janeiro em 1990, trazendo a formação clássica e mais importante Ritchie Blackmore (guitarra), Roger Glover (baixo), Jon Lord (teclados) e Ian Paice
(bateria) desfalcada apenas do vocalista Ian Gillan, substituído por Joe Lynn Turner (ex-Rainbow).
Em 1997, o grupo voltou para mais 20 shows pelo Brasil, desta vez com Gillan no microfone, mas sem o fundador Ritchie Blackmore, substituído por Steve Morse (ex-Dixie Dregs e Kansas). A mesma formação de 1997 virá ao brasil divulgar o CD Abandon e continuar comemorando 30 anos de banda.
Outros shows internacionais correm o risco de cancelamento. Marilyn Manson, programado para tocar em abril, teve sua apresentação adiada indefinidamente. O Rock in Rio 3 ficou para fevereiro de 2000. Os produtores também já acenam com o cancelamento das vindas de Bad Religion, Stratovarius, Hammerfall e Judas Priest.


