CRIATIVIDADE EM ALTA
Os amantes das artes plásticas não têm de que reclamar hoje estão sendo abertas as mais variadas exposições em Curitiba, para as mais variadas tribos. A mais chique, de longe, acontece às nove da noite com as aquarelas do príncipe Dom Antônio João de Orleans e Bragança, na Galeria Nini Barontini.
Às 18 horas, no Museu de Arte Contemporânea, tem duas inaugurações simultâneas: das pinturas de Iara Teixeira (Limite e Contraponto) e instalações de Ana Gonzáles. Às 19h30 a Associação dos Artistas Plásticos (Apap) promove uma coletiva no Shopping Crystal, e às 20 horas a Casa da Imagem abre suas portas para a individual do carioca Marcus André.
Iara Teixeira vem com nova proposta em seu trabalho. Depois de se tornar conhecida especialmente pelas alegres figuras de homens e mulheres num constante carnaval, dedica-se agora a quadros não retangulares e vazados. A essa inovação somam-se a tinta fosforescente e a película refletiva. Enquanto a fosforescência grita e parece sair da tela, a refletiva atrai o espectador pela profundidade, como se ele entrasse na pintura, fosse convidado a mergulhar dentro dela, comenta o artista e professor Geraldo Leão.
Ana Gonzáles estará expondo cinco trabalhos. Três são instalações. Ela explica que em sua obra apropriou-se dos slogans e estratégias do consumo de massa. A enxurrada de informações leva a uma velocidade vertiginosa de imagens e conceitos sobre o cidadão.
Partindo desse dado, também aquilo que Ana apresenta não oferecem pensamentos prontos à disposição de quem quer apenas observar, mas propõe situações capazes de instigar o espectador a desenvolver pensamentos próprios que possam atingir por meio de sua sensibilidade perceptiva.
No Shopping Crystal (piso L4) mais de uma centena de artistas plásticos associados à Apap/Pr estão na coletiva Busca da Paz. O objetivo do evento é usar a arte para expressar ideais de fraternidade num mundo cada vez mais violento e agressivo. Cristina Falquemont, Doralice Zanette, Alfi Vivern e Ney Machado são alguns dos expositores.
Marcus André está numa roda-viva: ontem ele participou de um vernissage na Anita Schwartz, no Rio de Janeiro, hoje está em Curitiba e amanhã novamente é a personagem central no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Em três dias, três individuais inauguradas. Com mais de 20 anos de carreira, é um dos principais artistas do País. A Casa da Imagem está abrigando dez obras de grandes dimensões, produzidas entre 1999/2000.
O príncipe Dom Antônio João de Orleans e Bragança pela primeira vez expõe suas aquarelas em Curitiba. São paisagens, fazendas, cidades antigas fluminenses. Assim como o pai, D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança também o filho, formado em Engenharia, optou em dedicar-se às aquarelas e guaches, em estilo clássico.
Exposições: Iara Teixeira e Ana Gonzáles (individuais), no Museu de Arte Contemporânea (Rua Des. Westphalen, 16), às 18 horas; coletiva Pela Paz, no Shopping Crystal, piso L4, às 19h30; Marcus André, individual na galeria Casa da Imagem (Rua Dr. Faivre, 591), às 20 horas; Dom Antônio João de Orleans e Bragança, individual na Nini Barontini Galeria de Arte (Rua Saldanha Marinho, 1577), às 20 horas.





