Criatividade é a ordem em Campina Grande
Principal rival de Campina Grande, a pernambucana Caruaru terra do artesão Mestre Vitalino (1909-1963) e da conhecida Banda de Pífanos , a 138 quilômetros do Recife, aposta que não basta oferecer uma grande festa: é preciso inovar, sempre. Por isso, ao lado das apresentações de danças folclóricas e dos shows de forró que chegam a reunir mais de 80 mil pessoas , também constam da programação, por exemplo, a Caminhada do Cuscuz.
Parte-se do Largo da Coletoria ao som de trios de forró. O objetivo é chegar ao Alto do Moura para provar, gratuitamente, o maior cuscuz do mundo, de acordo com o ''Guinness Book''. Tapioca, cozido de milho, canjica, xerém com galinha, pamonha e até pipoca e quentão são outras iguarias que têm degustação dessa mesma forma.
As apresentações de quadrilha também são diferenciadas em Caruaru. No Corredor das Drilhas, exibem-se, fantasiadas, a Motodrilha em que motoqueiros fazem evoluções sobre duas rodas , a Sapadrilha e a Gaydrilha (formadas apenas por mulheres e homens, respectivamente), a turisdrilha composta por turistas e até a Dogdrilha, com cães.
Mas é no Pátio do Forró, nome pelo qual é mais conhecido o Parque Luiz Gonzaga, que os visitantes botam para quebrar. Os shows deste ano são basicamente com artistas regionais, à exceção da noite do dia 23, véspera de São João, quando, ironicamente, é a paraibana Elba Ramalho quem faz a festa.
Pólos Com 41 mil metros quadrados de área e capacidade para receber até 100 mil pessoas, o parque está dividido em pólos. Na Cidade do Forró, que recria um povoado do interior de Pernambuco, concentram-se os forrós pé-de-serra, as lojinhas e os restaurantes com os mais deliciosos quitutes juninos. Teatro de mamulengos e apresentações de bacamarteiros, mazurca, coco-de-roda e banda de pífanos tradicionais manifestações artísticas do Estado também ocorrem por lá.
A diversão está garantida também no Alto do Moura, a 7 quilômetros do centro de Caruaru, reconhecido pela Unesco como o maior centro de arte figurativa das Américas. Além dos restaurantes de culinária regional, os fins de semana são embalados com o som das zabumbas e dos triângulos.
Não perca a oportunidade de visitar os ateliês dos artesãos que trabalham no Alto do Moura. Há artesanato nos mais variados estilos, como o eternizado por Mestre Vitalino ou o praticado por Mestre Galdino (1924-1996), cheio de expressividade.





