A ideia é simples: pegar a história de um livro infantil já existente, reproduzir o texto em folhas de papel sulfite, deixando espaço para as crianças desenharem, colorirem ou recortarem as figuras, trabalhando com os mais diversos materiais. Depois, é só reunir as páginas em um novo livro. ''Nós utilizamos materiais coloridos, chamativos, e o livro vai para o acervo da biblioteca. Assim, torna-se um incentivo para as outras crianças lerem também'', afirma a professora de literatura Rosângela Moloni.
Rosângela conta que, sempre que possível, trabalha também a criação do texto, através de ideias e sugestões do próprio aluno. ''Isso desenvolve a imaginação, a criatividade, além da coordenação motora e o manuseio com os materiais. Mas, principalmente, é um grande incentivo para a leitura. As crianças passam a ter outra relação com o livro, uma intimidade maior'', ressalta.
A professora Andrea Ferreira Neves também orientou seus alunos para inventar sua própria obra. E, assim, surgiu o livro ''A Mãozinha Alegre'', feito pela turma do primeiro ano. ''As crianças criaram em cima da figura da mão recortada, iam sugerindo o que poderia ser feito e como. E foi surgindo um leão, uma árvore, uma flor'', explica.
Com o livro pronto, Andrea relata que os alunos ficaram tão orgulhosos que queriam levar a obra para casa para mostrar aos pais. ''Com certeza é um grande estímulo à leitura'', analisa, acrescentando que a escola trabalha também com vários outros projetos de leitura no decorrer do ano. (A.I.)

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