Prossegue a mostra paralela do 8º Festival de Teatro de Curitiba, com quatro estréias marcadas para hoje: ‘‘Os Cantos de Maldoror’’, ‘‘A Ver Estrelas’’, ‘‘Bailei na Curva’’ e ‘‘O Lugar do Sol’’. Sobre ‘‘Bailei na Curva’’, um aviso: a peça está substituindo ‘‘As Kamikazes’’, no Espaço Cênico (Rua Paulo Grosman Sobrinho, s/n, telefone 338-0450), à meia-noite. O caderno com a programação completa distribuído pelo festival, traz na grade do fringe o espetáculo das poetas mortas, mas a informação está incorreta.
‘‘Os Cantos de Maldoror’’, adaptação da obra de Lautréamont, com o grupo Satyros, volta a ser apresentado dentro das mesmas características que o marcaram anteriormente. Ou seja, um ônibus estaciona na Rua Comendador Macedo, 330 (endereço da escola mantida pelos Satyros), o público embarca e o veículo arranca para algum lugar da cidade.
Com suas janelas completamente vedadas, é impossível a platéia saber onde chegou. Nesse espaço, localizado na periferia, acontece a montagem. A peça é inquietante, daquelas que não aceitam meio-termo: o espectador deixa o teatro fascinado pelo que viu, ou completamente enojado. Religiosos mandaram cartas ofensivas ao grupo, criticando o espetáculo.
‘‘O Lugar do Sol’’ é indicado para a faixa infantil. Sessão às 17 horas, no auditório Antonio Carlos Kraide (Avenida República Argentina, 3.430, no mesmo complexo onde funciona o Museu Metropolitano de Arte). Com texto e direção de Surian Barone, o espetáculo conta a história de Nino, menino de rua que procura por sua mãe.
‘‘A Ver Estrelas’’, atração das 19 horas no Teatro Sesc da Esquina (Rua Visconde do Rio Branco, telefone 322-6500) foi escrito e dirigido por João Falcão, que esteve em Curitiba para dirigir Marco Nanini em ‘‘O Burguês Ridículo’’, em parceria com Guel Arraes. A peça teve aqui sua estréia nacional. A montagem infantil é uma narrativa sobre Jonas, garoto pacato que gostava de ver estrelas do seu quarto. Até o dia em que quatro marinheiros invadem sua casa, todos eles chamados Jonas, e saem para se aventurar pela vida.Roberto Reitenbach/Divulgação‘‘Os Cantos de Maldoror’’, com o grupo Satyros: ‘‘culto’’ realizado em algum canto da periferia de CuritibaZeca Corrêa Leite

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