Milton Dória‘‘O Quebra Nozes’’ é levado ao público pela terceira vezA Escola Municipal de Dança (EMD) apresenta hoje, às 20 horas, no Anfiteatro do Zerão, o bailado ‘‘O Quebra-Nozes’’, com a participação de 150 crianças e adolescentes. O espetáculo, com música de Tchaikovski, tem direção de Wagner Rosa e coreografias de Eloisa Mara, Daniely Ribeiro, Marciano Boletti e Cláudia Lopes. As construtoras Galmo, Milano e Serteng patrocinam o evento, através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura.
Esta será a terceira apresentação do espetáculo, que estreou no final do ano passado como encerramento do ano letivo da escola. Desta vez, traz como novidade a participação de dois alunos da Escola Oficina de Londrina. Segundo Leonardo Ramos, diretor da EMD, a participação destas crianças é resultado de um trabalho de parceria entre a EMD e a Associação da Criança e do Adolescente de Londrina (Acalon), mantenedora da Escola Oficina. ‘‘Esta é a primeira experiência e os resultados estão sendo animadores. Está se iniciando um processo de resgate da auto-estima e de reintegração destas crianças’’ - diz.
Campanha Segundo Neli Beloti, diretora de eventos da Fundação Cultura Artística de Londrina (Funcart) - mantenedora do Ballet de Câmara de Londrina e Escolas Municipais de Dança e Teatro, em parceira com a Secretaria Municipal da Cultura -, durante a apresentação voluntários estarão captando assinaturas para a campanha ‘‘Dar é uma questão de impulso’’, com a qual se autoriza o débito de R$ 1 ao mês na conta telefônica em benefício da Funcart. ‘‘Esta foi uma alternativa que encontramos para contrabalancear a situação financeira complicadíssima que a fundação enfrenta. Só para se ter a idéia, o próprio Governo do Estado nos deve R$ 11 mil, desde o início do ano, por apresentações do Ballet no projeto Trilha da Cultura, e que ainda não foram pagas’’ - diz.
Neli explica que a solução é buscar meios alternativos para arrecadação de fundos. ‘‘É incrível como a Funcart, um órgão que desenvolve um trabalho contínuo e ininterrupto de estímulo à cultura, com cinco anos de trabalho efetivo e de excelentes resultados, enfrenta tantas dificuldades para conseguir patrocínios. Infelizmente, a maioria dos investidores em cultura de Londrina já estão ligados a determinados eventos e não dispõe de recursos para outras atividades’’ - afirma.
Sucesso no RioO Ballet de Londrina, por exemplo, embarca amanhã para temporada, de 4 a 14 de setembro, no Teatro Cacilda Becker, no Rio de Janeiro, novamente sem dinheiro. ‘‘Vamos, de novo, com a cara e a coragem’’ - lamenta Ramos. Mas depois do sucesso da curta temporada do ano passado, com casa cheia todos os dias, a Funart reservou o teatro por duas semanas especialmente para a companhia. ‘‘Isto coloca a gente em outra esfera de importância, de nível nacional’’ - classifica o diretor.
Ramos também foi convidado, pelo Instituto Vitae, a participar do Festival Internacional de Buenos Aires, no final de setembro. ‘‘O Vitae convidou apenas cinco coreógrafos brasileiros para participar do curso Concepção Coreográfica Contemporânea. Eu fui o único do sul do País’’ - aponta. ‘‘Agora, eu queria saber qual é o reconhecimento que a gente precisa ter para conseguir investimentos. Tudo isto, parece, não basta’’ - indaga.

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