Encontrar uma linguagem para se comunicar com eficiência com o público infantil parece ser o maior problema de quem faz televisão para esse segmento. E isso não se resume aos que têm pouca experiência. Que o diga Renato Aragão. No ar aos domingos, com ''Aventuras do Didi'', o humorista assume que é cada vez mais complicado prender a atenção dos pequenos que, segundo ele, fazem várias coisas enquanto assistem à tevê. ''Por isso ainda me dedico ao humor de circo, que é descontraído e cheio de movimento. Não basta a criança ouvir, ela fica atenta para entender'', reflete.
Na verdade, falar de televisão é papo de adulto. Essa é a visão de Marcelo Tas. Para ele, inclusive, não existe nome mais apropriado que ''grade'' para a tevê. ''A intenção é prender o público, mas criança não se prende'', avalia ele, que vai além. ''Criança não assiste à televisão, ela vê telas. É na tevê, no celular, no tablet ou no computador, tanto faz. Por isso, estamos preocupados em criar links entre nosso programa e a internet'', adianta. (M.M./TV Press)

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