As estatísticas mostram que o pânico causado pelos atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos já está diminuindo mas viajar para o exterior continua sendo um problema por causa da alta do dólar.

Dá para notar a recuperação das viagens aéreas nas estatísticas divulgadas pela Braztoa: o número de bilhetes vendidos para destinos internacionais caiu 70,2% nos dez dias após os atentados, numa comparação com o mesmo período do ano anterior. Vinte dias depois, a redução foi suavizada para 39,8%, também em relação à mesma época de 2000. Espera-se que, no balanço de 2001, o total de passagens para vôos internacionais seja 13,2% menor que no ano anterior.

Mas a desvalorização do real continua impedindo o crescimento destes índices. A Associação Brasileira dos Agentes de Viagens (Abav) prevê queda de 40% nas viagens ao exterior durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, em comparação ao ano 2000.

Além disso, nota-se uma mudança nos destinos procurados para as férias. No embalo do que ocorreu com os Estados Unidos, os roteiros para a Europa também caíram na preferência dos brasileiros. A queda na procura por hotéis, por exemplo, foi de 50% no Velho Continente. ''Apesar de nada ter acontecido na Europa'', contrapõe a diretora de eventos da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Magda Nassar.

Os operadores comentam que já houve aumento na busca por ''novos destinos''. ''Há uma grande procura pelos países sul-americanos e pelo Caribe, além de Austrália, Nova Zelândia, África do Sul e Ilhas Seychelles'', disse o presidente da Braztoa, Ilya Hirsch.

Com esse cenário, ele aconselha o turista a procurar preços menores que na temporada de 2000. ''Certamente vai encontrar'', diz Hirsch. Na operadora Expressway, por exemplo, o pacote para o Réveillon em Paris custa US$ 1.623, com parte aérea. O responsável pelas vendas, José Roberto Rodrigues Netto, revela: ''O preço está 30% mais barato que no ano passado.'' Mas não são todos. A ordem é pesquisar. (G.M./AE)

mockup