ReproduçãoEm altaA descoberta dos cruzeiros de luxo que levam bandeira internacional e transportam, em média, 800 passageiros decorre de vários fatores ‘‘As companhias de cruzeiros marítimos descobriram o Brasil’’, diz Bismarck Pinheiro Maia, diretor de economia da Embratur (órgão que responde pelo turismo oficial no País). Ele ampara essa afirmação em dados que dão conta que no próximo verão, 38 navios de grande porte devem percorrer os mais de 8 mil quilômetros da costa brasileira. O número, segundo a Embratur, é 31% acima do registrado no verão passado e deve continuar crescendo.
Essa ‘‘descoberta’’ dos cruzeiros de luxo que levam bandeira internacional e transportam, em média, 800 passageiros decorre de vários fatores e podem, a longo prazo, até trazer efeitos no balanço de pagamentos. A primeira causa desse aumento é o fim da conhecida lei de cabotagem. Até o final de 1995, a Constituição proibia que navios de bandeiras não brasileiras aportassem em território nacional para pegar passageiros e levá-los para outro porto nacional. Só era possível pegar passageiros aqui para levá-los ao exterior. Com o fim da lei, donos de cruzeiros começaram a se organizar para trazer seus navios para cá. E como a programação de um navio muitas vezes é definida com até dois anos de antecedência, só agora que a mudança da legislação mostra mais fortemente seus resultados.
DivulgaçãoO roteiro Fitness da Costa Cruzeiros foi sucesso em anos anteriores. Neste verão, a companhia está trazendo dois navios com 900 lugares e antecipando o início da temporada
O segundo fator é a necessidade das operadoras de turismo de criarem outras opções de destino. Afinal, navio só tem graça e gera lucros no verão. As operadores, ainda, precisam de opções de roteiro para o inverno do Hemisfério Norte, que corresponde ao verão brasileiro.
Atualmente, segundo a Embratur, 57% dos cruzeiros são realizados no Caribe. O Mediterrâneo representa 9% dos destinos e a costa norte-americana, 7%. A América Latina está na lanterninha, com 0,57% do total.

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