Pescadores e comerciantes de orgãos genitais e olhos estão matando os botos da Amazônia na Ilha do Marajó, segundo denúncia o Grupo de Defesa do Marajó (GDM). Os botos da espécie tucuxi têm seus pênis, vaginas e olhos retirados, colocados em vidros com formol e enviados para Belém do Pará, onde são vendidos como amuletos na feira do Mercado Ver-o-Peso. Turistas brasileiros e do exterior, estimulados pela crendice popular, compram os ‘‘preparados’’ para atrair boa sorte no relacionamento com o sexo oposto.
O boto é um animal quase sagrado na Amazônia. Sobre ele, são narradas histórias incríveis pelos povos da floresta, que passam pelas gerações. Parte da população do interior do Pará acredita que o boto, em noite de lua cheia, sai do rio e se transforma em um belo homem que vai às festas nos povoados para conquistar e manter relações sexuais com adolescentes virgens. A crença é tão enraizada que atualmente ainda há quem acredite que o boto engravide moças distraídas durante as festas e bailes da região.

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