Correndo riscos
O Festival de Teatro de Curitiba começou como uma vitrine do que de mais avançado tinha sido realizado no País no ano anterior. Hoje a situação é praticamente inversa, ele estará aglutinando o que pisará nos palcos nacionais. É, de certa forma, um risco que ele corre quanto à qualidade das montagens. Não há referenciais anteriores para escolher o bom ou ruim.
A gente quer se posicionar da seguinte forma: o festival é uma vitrine do que acontece. Se é bom ou ruim não é culpa nossa. Se o público e a crítica gostam ou não é problema deles, afirma Leandro Knopfholz, jogando a batata quente para mãos alheias.
E continua: Nossa intenção é trazer o melhor do teatro brasileiro, mas como nunca vimos essas peças não podemos endossá-las quanto à sua qualidade. Endossamos em termos de panorama; apostamos no artista, na tendência.
A cidade absorveu o festival? Diz o empresário que sim, e os reflexos disso estão na procura pelos ingressos, nos pedidos de informações. A presença de migrantes e imigrantes contribuiu para uma nova situação cultural, que automaticamente atinge o evento. Este não é um acontecimento distante da cidade, as pessoas sabem que ele acontece em março, gostam, participam.
Graças ao FTC os curitibanos tiveram acesso ao Grupo Galpão, de Minas Gerais, aos trabalhos de Gerald Thomas, Henrique Dias. Hoje, você conversa com o público e ele sabe quem são esses nomes, independente de ter ido ao teatro. As pessoas estão recebendo informações e gostam disso. Acho que isso é absorver, finaliza Knopfholz. (Z.C.L.)





