Um dos grandes jornalistas esportivos e destaques do Grupo Globo, o repórter André Hernan é aquele que aparece na TV com as informações mais quentinhas sobre o que rola no mundo da bola. Grande diferencial nas coberturas, 2018 foi um ano especial em razão de seu trabalho durante a Copa do Mundo. As informações de bastidores em primeira mão e notícias dos treinamentos são marca do profissional que transmite a mensagem com credibilidade e carisma – a adultos e crianças apaixonadas por futebol. Casado com a também jornalista Caroline Ligger Baggio e pai de Bento e Nina, suas primeiras narrações foram dos jogos de futebol de botão. Formado em 2004, nasceu em São Paulo. “Meus pais são chilenos, vieram pra cá em 78 quando o Chile vivia dias difíceis por causa do golpe do Pinochet. Moramos no centro de São Paulo, depois fomos para a zona norte, bairro da Vila Maria. Eu amo São Paulo, não me vejo morando em outro lugar !! Mas a vida é tão dinâmica, né?”

Conheça um pouco mais de André Hernan.

O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?

Gostava de jogar futebol. E era curioso porque nem todo dia podia levar a bola. Aí, a gente amassava latinha e fazia de conta que era bola. Voltava pra casa com o tênis todo furado de tanto chutar lata e levava brinca da minha mãe. Mas me divertia muito.

Hoje, André Hernan é aquele que aparece na  TV com as informações mais quentinhas sobre o mundo da bola
Hoje, André Hernan é aquele que aparece na TV com as informações mais quentinhas sobre o mundo da bola | Foto: Vítor Coutinho/ Globo/ Divulgação

Qual a melhor lembrança desse período de escola?

Estudei a vida toda em escola pública. Adora as festas juninas, morria de vergonha de dançar quadrilha (risos). Era uma vida desconectada, não tinha essa coisa do eletrônico. Usávamos a imaginação pra tudo. Desde bater figurinha até organizar campeonatos de bolinha de gude. O que mais me chama atenção, olhando para aquela época, é que a gente fazia tudo em bando. Hoje está tudo muito individual. Naquela época a turma era gigante e todos interagiam. Essa é a maior lembrança que tenho.

Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?

Eu não era um aluno de grandes notas. Sempre passava de ano com aquele 6,5 ou 7. A matéria que eu tinha menos dificuldade era História, pois tinha facilidade em compreender.As que eu odiava eram Matemática e Ciências. Uma vez eu tirei 10 numa prova de matemática. Aquilo foi tão surreal que a professora virou pra mim e disse: “Tenho certeza que vc colou”. Nem eu acreditei que tinha tirado um 10.

O que você gostava de comer na hora do recreio?

Eu adorava levar pão com queijo e suco de limão. Tinha vez que levava também pão com leite condensado... era uma delícia. Gostava também e trocar lanche com outros amigos... era uma festa!

Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?

Já fiquei muitas vezes. Tinha uma professora chamada Cibele que sempre me deixava no “cantinho”. Eu era bem bagunceiro (risos).

Já gostava do universo dos livros quando criança?

Adorava! Eu lia sempre a coleção Vaga-lume. Eram livros fáceis de ler e com histórias geniais. O que eu mais gostei de ler se chamava “A árvore que dava dinheiro”, de Domingos Pellegrini. Depois comecei a ler os clássicos brasileiros e hoje sou apaixonado por Gabriel García Marquez, meu preferido.

E quando criança, imaginava que teria essa profissão?

Sim. Um pouco sim. Quando eu tinha sete anos, ganhei meu primeiro estrelão (campo de futebol de botão). Eu narrava e entrevistava os meus próprios jogadores de botão. Ficava horas brincando com os times. Eu sempre quis me comunicar... tinha uma época que eu sonhava ser VJ da MTV, aquela galera descolada falando de música,adorava! Mas como o esporte sempre falou mais alto, desde os 14 já sabia que seria repórter de esportes. Tamo aí até hoje!

Quem eram seus ídolos nessa época?

Eu tenho uma irmã que é 16 anos mais velha do que eu. Então acabava ouvindo muito o que ela ouvia. Amava Legião Urbana, embora não entendesse o significado de todas as letras

Também gostava de ir à biblioteca. Muitas vezes pegava minha bicicleta e ia até lá. Era uma biblioteca que se chamava Cecília Meireles. Eu passava tardes lendo gibis. Além da turma da Mônica, eu gostava dos quadrinhos de super heróis.

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