Cores fortes, artesanato e futebol marcam o tradicional La Boca
Reduto de criminalidade, o bairro da Boca é, para todo o mundo, um exemplo de maquiagem. Formado por imigrantes italianos, em maioria, o bairro tem como característica principal as casas construídas com lata. São cortiços, na verdade, feitos com pedaços de navios em que chegaram os italianos no passado, como reza a história.
Revitalizadas com ajuda do governo, algumas casas ganharam cores fortes e identificação em qualquer lugar do mundo. A sua rua mais famosa é a Caminito, que ganhou homenagens como nome de tango e é ponto turístico obrigatório. Há artesanato, telas de artistas locais e que vendem, por 10 pesos ou 30 pesos, quadros originais que podem servir de lembrança do local.
Sede da Bombonera, o estádio do Boca Juniors, o bairro se transformou em palco da maior rivalidade no futebol argentino, contra o arquiinimigo River Plate. Ver a Bombonera de perto é muito fácil, há visitas guiadas todos os dias. O jornalista Gastón Pérgola, repórter do jornal El Pais, do Uruguai, aproveitou a folga em Montevidéu para conhecer de perto o estádio e o museu. ''É um estádio com muita história, mundialmente conhecido, não poderia perder'', disse Pérgola, que aproveitou para ver a estátuda de Maradona em bronze e também as mãos e pés dos jogadores na ''calçada da fama'' da Bombonera.
Às margens do rio de la Plata, Puerto Madero é um conjunto arquitetônico de galpões que já serviram, no passado, para armazenagem de produtos e alimentos que chegavam pelo mar. Revitalizados há cerca de dez ou 12 anos, eles abrigam atualmente o maior pólo de diversão ''porteÀa'', que, para alguns, já tira o posto da Recoleta. Há 43 restaurantes, oito cinemas, uma casa noturna, 11 lanchonetes e cafés, passeios, um museu, o Iate Clube, hotéis e uma bela vista do rio e de novos pólos financeiros e residenciais de Buenos Aires.
Tem até cassino, apesar de eles serem proibidos na província de Buenos Aires. A história do cassino é pitoresca: para driblar a lei, seus donos o instalaram dentro de um navio em Puerto Madero. Lá, ele não fica sediado no território de Buenos Aires, e, assim, responde às leis marítimas, que permitem o jogo. Visite Puerto Madero à noite. De dia não vale a pena. (D.G.Jr.)





