Coreógrafo mostra a voragem do movimento
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 24 de maio de 1999
Zeca Corrêa Leite 
O universo mantém a eternidade do movimento. O assunto, mais pertinente à área da física e dos astrônomos, serviu de mola mestra para o coreógrafo Sérgio Meira criar seu mais novo trabalho, Vórtice, que terá única apresentação hoje, no Teatro Fernanda Montenegro.
Os bailarinos retratam neste trabalho os encontros e desencontros do ser humano, que de certa forma reproduzem com suas idas e vindas, os movimentos do caos universal. O espetáculo é uma realização da Uruborus Cia. de Dança, dirigida por Meira.
O título do bailado deixa claro essa visão. Vórtice, no dicionário, é sinônimo de redemoinho, remoinho, voragem. O coreógrafo deixa ao espectador que ele faça sua interpretação da dança, mas pela sua concepção sentimentos variados e contraditórios passam pelo coração do homem.
Da euforia à solidão, do amor ao ódio, tudo são movimentos a girar sobre a alma do homem. O bailarino Wanderley Lopes, do corpo de baile do Teatro Guaíra, tem participação especial neste espetáculo. A música utilizada é uma colagem de obras de Villa-Lobos, Pagannini, Piazzolla.


