O universo mantém a eternidade do movimento. O assunto, mais pertinente à área da física e dos astrônomos, serviu de mola mestra para o coreógrafo Sérgio Meira criar seu mais novo trabalho, ‘‘Vórtice’’, que terá única apresentação hoje, no Teatro Fernanda Montenegro.
Os bailarinos retratam neste trabalho os encontros e desencontros do ser humano, que de certa forma reproduzem com suas idas e vindas, os movimentos do caos universal. O espetáculo é uma realização da Uruborus Cia. de Dança, dirigida por Meira.
O título do bailado deixa claro essa visão. ‘‘Vórtice’’, no dicionário, é sinônimo de ‘‘redemoinho, remoinho, voragem’’. O coreógrafo deixa ao espectador que ele faça sua interpretação da dança, mas pela sua concepção sentimentos variados e contraditórios passam pelo coração do homem.
Da euforia à solidão, do amor ao ódio, tudo são movimentos a girar sobre a alma do homem. O bailarino Wanderley Lopes, do corpo de baile do Teatro Guaíra, tem participação especial neste espetáculo. A música utilizada é uma colagem de obras de Villa-Lobos, Pagannini, Piazzolla.

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