Virtuoses em instrumentos de cordas ganham destaque hoje na programação artística do 35º Festival de Música de Londrina (FML). Formada por chefes de naipes da Orquestra Jovem da Bahia, o Quarteto de Cordas Carybé se apresenta às 18h15, no Teatro Zaqueu de Melo/Espaço Caixa. Depois, estreando como Duo, o violoncelista Antônio Del Claro e o pianista Horácio Gouveia fazem recital pela série Petrobras, às 20h30, no Teatro Crystal Palace.
Com o objetivo de aprimorar a prática orquestral executando um repertório camerístico, quatro integrantes da Orquestra Juvenil da Bahia criaram o Quarteto de Cordas Carybé. O grupo é formado pelos músicos Jhonatan Santos (viola),e Lais Tavares (violoncelo), Guilherme Teixeira e Felipe Mota (violinos). O Quarteto Carybé se apresenta em diversas ações sociais em Salvador, representando o programa Neojiba, programa desenvolvido pelo Governo do Estado da Bahia visando promover a integração social através da música.
O programa do concerto que o quarteto apresenta hoje inclui duas obras de W. A. Mozart, "Quarteto de Cordas em Dó Maior, K 465, Dissonâncias" e "Quinteto para Clarinete e Cordas em Lá Maior, K 581". Na sequência, será executada "Três peças nordestinas", de Clóvis Pereira.
A apresentação terá como solista o clarinetista Adauri Portela de Oliveira. O instrumentista iniciou os estudos aos 11 anos de idade, na Filarmônica de Macaúbas, cidade do interior da Bahia, onde nasceu. Formou-se em Bacharelado em instrumento na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em 2013. Atua como chefe de naipe do programa Neojiba e como coordenador de Instrumento e Solista da Orquestra Juvenil da Bahia, participando, inclusive, das turnês internacionais na Europa, Estados Unidos, entre outros.

Duo

Reconhecidos internacionalmente como instrumentistas, Antonio Del Claro e Horácio Gouveia apresentam um diálogo de violoncelo e piano em concerto que acontece no Teatro Crystal Palace. No repertório, estão "Sonata Nº 1 para Violoncelo e Piano, OP. 32", de C. Saint-Saens; Sonata "Fantasie Opus 44 em Mi Bemol Maior" de Henrique Oswald. Ainda do compositor "Elegie" e "Le Grand Tango", de Astor Piazzolla.
Del Claro é considerado um dos violoncelistas mais brilhantes da sua geração e um dos mais sinceros intérpretes da literatura musical deste instrumento. O músico paulistano atua como solista em diversas orquestras no Brasil e exterior como França Suíça, Itália, Rússia, EUA, entre outros. A crítica especializada reconhece sua capacidade de captar toda a substância musical das obras, através de sua postura austera, técnica aprofundada e convicção interpretativa. O instrumentista fez parte do corpo docente da Unicamp e participa como professor em diversos festivais de música como o de Londrina, Campos do Jordão e Juiz de Fora.
Já o pianista Horácio Gouveia tem doutorado em musicologia pela USP e atua intensamente como recitalista, camerista e solista. Seu repertório se estende do Barroco aos compositores contemporâneos. Ganhou diversos prêmios e realizou concertos pela Europa. Atualmente integra o Trio Arque e o Percorso Ensemble. Entre suas atividades didáticas atua como professor da Faculdade de Artes Alcântara Machado (Faam) e da Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp) e de festivais como o Festival de Inverno de Campos do Jordão.
"Fizemos essa parceria especificamente para o festival. O Horácio é um excelente pianista. Selecionamos para o repertório músicas que valorizam o diálogo entre o piano e o cello. É um prazer poder dividir o palco com alguém que tem ideias e visões parecidas em relação às obras que serão executadas", destaca Del Claro.
O violoncelista reforça a tese dos músicos que apontam o diálogo entre o violoncelo e o piano como um encontro musical perfeito. "Trata-se de uma fusão muito interessante. O cello tem tonalidades que se assemelham muito ao timbre da voz humana e que se harmonizam perfeitamente ao acompanhamento do piano. Vale destacar que esses encontros entre os músicos são amplamente incentivados pelo festival, que é um evento que valoriza ta diversidade cultural mostrando que a linguagem musical desconhece barreiras", salienta Del Claro.

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