A vida banalizou-se, e com ela a morte. O fim do culto que era a existência e o véu de mistério que sempre representou a morte tornaram-se referências sem maiores apelos e, desta forma, o homem paulatinamente vai transgredindo as leis e perdendo o sentido de sua importância neste mundo. A partir destas e outras reflexões a artista plástica Maria Inês Hamann montou a exposição ‘‘Vita Hic Fuit’’ (‘‘Vida Esteve Aqui’’), que abre hoje, às 19h, no Espaço Cultural Arte 8, em Curitiba.
Esta é a primeira individual de Maria Inês, que reúne seis esculturas, uma instalação e, neste primeiro dia, terá também uma performance da autora. Trabalhar esta exposição é um ato de posicionamento da artista. Foi o jeito que ela encontrou para demonstrar sua insatisfação e receio com o caminho tomado pela humanidade. ‘‘A gente evita olhar de frente para isso que todos somos: co-responsáveis da violência’’.
VíscerasPara mostrar que a vida circulou pelas matérias apodrecidas, Maria Inês dispensou papel e tintas. Colheu vísceras, terra, chumbo. Sobre as vísceras brotaram os fungos. Corações de ratos cortados ao meio ajudam a compor o cenário de ‘‘Vita Hic Fuit’’. Os títulos das obras são sugestivos: ‘‘Fides’’, ‘‘Populus’’, ‘‘UTI’’, ‘‘Mors Mortis’’, ‘‘Midia’’ além da instalação.
• Vita Hic Fuit - exposição de Maria Inês Hamann. Hoje, às 19h, no Espaço Cultural Arte 8, Rua Treze de Maio, 617, em Curitiba. Até 12 de outubro.

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