Copa não atrapalhou as bilheterias
No ano em que o festival enfrentou uma partida difícil contra a Copa do Mundo, o Filo poderia até ter registrado menos procura por ingressos, mas isso não aconteceu. Os números ainda não foram fechados, mas a média de venda para salas fechadas é semelhante a dos anos anteriores. Algo em torno de 20 mil. Sem contar os espetáculos de rua, espaços anternativos e outras atividades do festival.
Durante as últimas duas semanas, o público lotou alguns espetáculos, alguns com ingressos esgotados, como ''Dies Irae; en el Réquiem de Mozart'', da Companhia Marta Carrasco (Espanha); ''The Cabinet'', do Redmoon Theater Company (EUA); ''LIFE.stories'', de Marc Schnittger (Alemanha); e entre os nacionais ''Kabul'' e ''O Dragão'', do Amok Teatro (RJ), e ''Aqueles Dois'', da Luna Lunera, de Belo Horizonte (MG).
''Não recebemos reclamações. Muitos gostaram da estratégia de venda porque tiveram a oportunidade e opção de compra de ingressos. O que acontecia é que alguns compravam por impulso. Também acabou com as grandes filas. Mesmo no primeiro dia de venda em que, tradicionalmente, os primeiros interessados chegavam de madrugada, a fila andou rapidamente'', constata a coordenadora de bilheteria, Gabriela Viecili.
Mas nunca é demais lembrar aos londrinenses a importância de um de seus patrimônios culturais que, na edição do ano passado, foi penalizado pela crise econômica mundial, não pondendo depender das flutuações e humores, como os de governos. O festival é dos londrinenses. Não só dos espectadores, mas também do empresariado, da mídia, comércio e poder público e cada um tem que dar a sua contribuição - por que não?
A venda de ingressos em dois lotes foi um dos acertos deste ano.





