Em Londrina, já existe um Museu do Café, que funciona na Cooperativa Integrada (centro de Londrina). O pequeno museu, organizado seriamente, funciona sob a responsabilidade de Ciro Ohara, secretário da Cooperativa. Há 10 anos, ele vem agregando um acervo, como forma de dar um tributo à cafeicultura. Além de um rancho de palmito, moradia dos colonizadores que vieram para Londrina, e tudo que existia em casebres como esse, há utensílios utilizados na lavoura que não existem mais, como nebulizadores para combater geada e balanças.
''Sempre estamos recebendo mais peças. Uma vez bem disposto, esse material, fica didático'', afirma. Entre as preciosidades ele garimpou um Atlas da cultura cafeeeira do Paraná, de 1941 e a ''História Singela do Café'', por Miguel Blasi, de 1938. Ciro conserva todos os jornais da época da geada negra de 1975, antigas mesas de degustação de café, um conjunto de máquinas de madeira para padronizar o produto.
''Qual o legado que vamos deixar às pessoas da cidade?'', questiona Ohara. Para ele, o local ideal para abrigar um Centro Cultural do Café seria o IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná), num projeto para integrar tudo relacionado ao café, desde literatura, tecnologia, utensílios, máquinas. Esse centro de visitação internacional, idealizado por Ohara, contaria com uma biblioteca especializada em cafeicultura e dados sobre o café consumido no mundo todo. ''É preciso guardar um elo com o passado da gente'', filosofa Ohara. (F.F.)

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