CONVIVÊNCIA FAMILIAR - A importância do diálogo na família
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Ana Paula Nascimento<BR>Reportagem Local 
Dizem que avó é mãe com açúcar. Mas, brincadeiras à parte, avós de centenas de alunos foram homenageados recentemente por uma escola de Londrina. Há três meses a Escola Maestral vem trabalhando o Projeto Eu e a minha Família de forma interdisciplinar para estimular a convivência dos alunos da educação infantil e fundamental 1 com seus familiares. Entrevistas com avós, pais e outros parentes, pesquisas sobre brincadeiras do passado, produção de texto fizeram parte das atividades que culminaram numa grande festa de encerramento em outubro.
Com pais e avós orgulhosos, as crianças apresentaram peças teatrais, jograis e músicas alusivos à família. Nas Caixinhas da Vida, confeccionadas pelos alunos, itens relacionados ao seu nascimento, como a primeira imagem de ultrassonografia, o primeiro sapatinho e chupetas e mamadeiras marcaram a infância de cada um deles e até uma árvore genealógica personalizada foi montada. Um livro reunindo as receitas das vovós dos alunos também fez parte dos trabalhos realizados.
Dentre as descobertas que animaram os alunos ao conversarem com os avós e outros parentes mais vellhos, marcaram o banho de chuva na infância, a televisão à bateria e até a proibição de assistirem aos programas por serem crianças. É tão interessante a forma como as crianças lidam com o assunto que durante os ensaios uma delas até se emocionou pelo fato da avó estar doente, comentou a coordenadora Angela Maria Silva Ribeiro.
Avô de cinco netos, o aposentado José Félix, 61 anos, conta que a aposentadoria permitiu o privilégio de ter mais tempo para curtir os netos. É diferente de quando somos apenas pais e estamos na correria. Ser avô é mais tranquilo e os meus netos são carinhosos e respeitosos. A avó Elen Aparecida Faria de Moraes, 53 anos, assume descaradamente a corujisse da neta Ana Júlia, de 3 anos. É maravilhoso ser avó, mas acho mais difícil cuidar hoje em dia. As crianças são muito espertas e criativas e isso dá mais trabalho para nós, diz.
O professor Ailton Aparecido Lopes, 41 anos, pai do Lucas, de 4 anos, aprovou a iniciativa da escola. É preciso termos um tempo de qualidade com os nossos filhos. Ouvi-los, brincar juntos e ter a escola como parceira nesse trabalho, pois a criança que tem o apoio da família vai melhor na escola, garante.
A gerente Mariana Justino, 31 anos, mãe do Pedro Henrique, 5 anos, achou divertido participar das tarefas de pesquisa para o projeto: Nós conversamos bastante e foi muito bom comparar o tempo atual com as dificuldades já enfrentadas pelos mais velhos; e sempre posso contar com a minha mãe para cuidar dele e da minha caçula.
Giulia Maturana Galiano, 9 anos, estava orgulhosa da sua apresentação em homenagem aos avós: Eles são muito queridos e aprendo muito com eles, conta.


