Contra o fast food cultural
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 22 de outubro de 1997
Nelson Sato Londrina 
ReproduçãoSérgio AugustoAristóteles definia a cultura como o supremo prazer. Com a proposta de levar os leitores a desfrutá-la, a revista Bravo! estréia no mercado com um audacioso projeto gráfico-editorial voltado exclusivamente à cobertura e análise das manifestações artísticas.
Um time de bambambans do jornalismo cultural brasileiro integra a sua equipe. O ensaio, a crítica, a música, o cinema, a literatura, as artes plásticas, o teatro, a arquitetura e a dança ganham tratamento de primeira em textos assinados por Sérgio Augusto, Pepe Escobar, Carlos Heitor Cony, Ana Maria Bahiana, Olavo de Carvalho, Fernando de Barros e Silva, Daniel Piza, Barbara Heliodora e outros nomes não menos ilustres.
ReproduçãoOlavo de Carvalho
Secundária Eu sonhava com uma revista assim desde que comecei no jornalismo. Na verdade, é um projeto que está na cabeça de todo jornalista brasileiro - diz, por telefone, o diretor de redação Wagner Carelli. O primeiro número traz, entre outros destaques, matérias sobre os 50 anos do Masp, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, os escritores José Saramago e João Ubaldo Ribeiro, o compositor Richard Wagner e o festival Rio Cena Contemporânea.
Para Carelli, a revista vem preencher uma lacuna editorial. Há muita gente culta sem acesso à informação. Há muita gente indo ouvir tenores, pianistas e quartetos de cordas sem que estes tenham qualquer divulgação dos jornais. As revistas que existem ou são iniciativas heróicas feitas por poucos e para poucos ou são do tipo que vulgarizam a cultura tratando-a lateralmente e de forma secundária.
ReproduçãoFernando Barros e Silva
Distribuição Ele continua: Criou-se uma falácia de que ninguém lê nada, que as pessoas só querem saber de Xuxa, Tiririca, rock, etc. E isso não é verdade. Veja a quantidade de pessoas que se mobilizaram, se deslocaram de outros Estados, para ver a exposição de Monet. Bravo sai das gráficas com uma tiragem inicial de 50 mil exemplares. O lançamento é da editora DÁvila, que aliás está comemorando um ano de publicação da revista República. Diferente desta porém, que é distribuída em bancas de todo o País, o novo título estará disponível apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e aeroportos de capitais e cidades de grande porte. Aos interessados em conhecê-la, o endereço para correspondência é: Rua do Ócio, 220, 9º andar, Vila Olímpia, São Paulo, SP, CEP 04552-000.


