As primeiras manifestações de arte contemporânea datam do início do século passado, levadas a cabo pelo francês Marcel Duchamp (1887-1968), iconoclasta incorrigível que se divertia apresentando utensílios do dia a dia para avaliação de júris de concursos artísticos.
De lá para cá, pouca coisa mudou na relação do grande público com essa linhagem artística, considerada incompreensível para alguns e uma fraude para outros. Em Londrina, a Casa de Cultura da UEL talvez seja o local que mais abra espaço para exposições do gênero, realizando mostras periódicas de artistas locais e nacionais.
Mas a partir de hoje e até o dia 20 desse mês, o Museu de Arte é que passa a centralizar as atenções com a realização do salão do 1º Prêmio Londrina de Arte Contemporânea. Na última quinta-feira, foram anunciados os vencedores do concurso, cujo tema foi ''A Arte em Defesa da Terra: Urgente''. A artista paulistana Bárbara de Azevedo foi contemplada em primeiro lugar com seu trabalho em videoarte ''Tempestade''.
O londrinense Márcio Diegues ficou em segundo lugar com a obra ''Quatro Experiências'', enquanto o também londrinense Peterson Dias conquistou a terceira colocação com a fotomontagem digital ''Autorretrato com Pombo''. Eles receberão prêmios no valor de R$ 5 mil (1º colocado), R$ 2 mil (2º) e R$ 1 mil (3º).
A comissão julgadora concedeu, ainda, menções honrosas a dois artistas de Goiânia (GO): Rava Monique, que apresentou uma séries de bordados sobre sacolas de plástico; e Glayson Arcanjo, que concorreu com uma série de fotografias de desenhos feitos sobre paredes e muros de prédios em demolição. De acordo com o coordenador e produtor executivo do evento, Marcos Antonio da Costa, ''é a primeira vez que um evento de arte contemporânea se realiza na cidade oferecendo premiação aos participantes''.
Apesar da iniciativa pioneira, ele explica que o objetivo de fundo é dar visibilidade às artes visuais e aproximá-las da população em geral. ''A arte, em sua vertente contemporânea, deixou de ser contemplativa. Ela busca o envolvimento do espectador'', assinala. Ao todo, 87 artistas de seis estados brasileiros (Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás) se inscreveram para concorrer ao Prêmio Londrina de Arte Contemporânea.
A exposição reúne os 26 trabalhos selecionados para a fase final e poderá ser visitada até o dia 20, de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas, e no 1º e 2º sábados do mês, das 8 às 13 horas. O Museu de Arte de Londrina também está agendando visitas monitoradas para escolas de Londrina e região. Além do concurso, premiação e salão, o evento abrigou ainda o seminário ''Diálogos entre Arte Contemporânea, Educação e Meio Ambiente'' que teve palestras do professor da UEL Jardel Dias Cavalcanti e da diretora do Paço das Artes de São Paulo Priscila Arantes.
Realizado pela Aluá Arte Brasil, o projeto é patrocinado pelo Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic).

Serviço:
Abertura do Salão do 1º Prêmio Londrina de Arte Contemporânea
Quando - Hoje às 21h
Onde - Museu de Arte (Rua Sergipe, 640)
Quanto - Entrada franca
Informações - (43) 3337-6238 e www.artecontemporanealondrina.art.br

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